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Q2606867 Medicina
        Paciente de 31 anos de idade relatava dor torácica lancinante na parede anterior com irradiação para a região cervical, de forte intensidade e sem alívio com analgésicos comuns havia seis horas. Ele tinha antecedentes de subluxação do cristalino e ectasia dural lombossacral. Ao exame físico, encontrava-se sudorético e acianótico, com saturação de oxigênio em ar ambiente de 90%, pressão arterial de 192 mm/Hg × 118 mm/Hg e frequência cardíaca de 88 bpm. Apresentava pectus carinatum, ritmo cardíaco regular em dois tempos com sopro diastólico (++/4) no segundo espaço intercostal à direita. O eletrocardiograma e o resultado da troponina ultrassensível foram normais. O ecocardiograma transesofágico revelou a presença de flap em aorta ascendente com insuficiência aórtica importante. 

Tendo como referência o caso clínico precedente, julgue o próximo item, segundo as diretrizes da American Association for Thoracic Surgery de 2021.


No caso em tela, o diltiazem deve ser iniciado imediatamente. 

Alternativas

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Tema central da questão: A questão aborda um caso de dissecção aguda de aorta, uma emergência médica que requer identificação e manejo imediato. Este caso específico sugere uma dissecção aórtica tipo A, dada a presença de dor torácica lancinante, hipertensão severa, flap na aorta ascendente e insuficiência aórtica importante.

Justificativa para a alternativa correta: A alternativa correta é "E - errado". O uso de diltiazem, um bloqueador dos canais de cálcio, não é indicado para o manejo inicial de uma dissecção aórtica aguda tipo A. De acordo com as diretrizes da American Association for Thoracic Surgery de 2021, o tratamento de escolha envolve o controle rigoroso da pressão arterial e da frequência cardíaca, geralmente com betabloqueadores como o esmolol ou labetalol. Isso é feito para minimizar o estresse na parede aórtica e reduzir o risco de ruptura ou progressão da dissecção. O diltiazem pode ser usado em outros contextos de controle de pressão arterial, mas não é a primeira escolha em dissecções aórticas.

Análise das alternativas incorretas: A alternativa "C - certo" seria incorreta, pois a administração de diltiazem não corresponde ao protocolo recomendado para dissecção aórtica tipo A. O foco deve ser em betabloqueadores para controlar a resposta adrenérgica e, em seguida, agentes vasodilatadores, se necessário, para atingir o controle desejado da pressão arterial.

Diagnóstico: Os achados clínicos como dor torácica lancinante, hipertensão severa e o flap em aorta ascendente no ecocardiograma transesofágico são característicos de uma dissecção aórtica. A ausência de alterações no eletrocardiograma e troponina normal ajudam a excluir síndrome coronariana aguda.

Tratamento: O manejo adequado de uma dissecção aórtica tipo A envolve estabilização hemodinâmica e, frequentemente, cirurgia emergencial para evitar complicações fatais como tamponamento cardíaco ou ruptura aórtica. A escolha dos medicamentos deve seguir diretrizes específicas para minimizar riscos.

Fisiopatologia: A dissecção aórtica ocorre quando há uma ruptura na camada íntima da aorta, permitindo que o sangue entre na parede do vaso e crie um falso lúmen. Isso pode comprometer o suprimento sanguíneo para órgãos vitais se não tratado rapidamente.

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