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Q4332339 Terapia Ocupacional
Na perspectiva da Terapia Ocupacional em saúde mental, as diretrizes da Política Nacional de Saúde Mental orientam a atuação profissional para além do modelo biomédico. O eixo fundamental que norteia as intervenções do terapeuta ocupacional na RAPS, alinhado aos princípios da reforma psiquiátrica, é:
Alternativas

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O enunciado pede uma orientação geral da atuação na RAPS; o critério decisivo é a finalidade psicossocial de autonomia e inclusão social, não uma técnica isolada, o que conduz à alternativa A.

Tema central: Reabilitação psicossocial na RAPS
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A apresenta uma finalidade orientadora do cuidado: promover autonomia e participação social por meio da reabilitação psicossocial. Esse direcionamento corresponde aos arts. 2º, VII, e 4º, IV, da Portaria GM/MS nº 3.088/2011, conforme a matriz oficial de consolidação, e não se limita à execução de uma técnica específica.
B
Errada
A aplicação de testes projetivos para diagnóstico diferencial é um recurso diagnóstico específico. Não corresponde à orientação do cuidado voltada à autonomia e à inclusão social; sua incorreção não demonstra, por si só, proibição profissional dessa prática.
C
Errada
A prescrição de psicofármacos centraliza uma intervenção medicamentosa, enquanto o critério solicitado é a finalidade psicossocial do cuidado. Esse contraste basta para eliminar a alternativa, sem discutir competências prescritivas nem afirmar que medicamentos devam ser abolidos.
D
Errada
A internação prolongada como orientação central contraria as estratégias de desinstitucionalização, que buscam autonomia, cidadania e inclusão social. O erro está em adotar a longa permanência como eixo, não em admitir que possa existir internação.
E
Errada
A psicoterapia individual de base analítica é uma modalidade terapêutica particular. Ela não equivale à finalidade transversal de promover autonomia e inserção social, e sua inadequação como resposta não significa proibição do atendimento individual.
Pegadinha da questão
Confundir a finalidade orientadora do cuidado com um instrumento diagnóstico ou uma modalidade terapêutica. Também não se deve transformar a rejeição da internação prolongada como eixo em proibição de toda internação.
Dica para questões semelhantes
  • Quando a questão pedir a orientação geral da intervenção na RAPS, confronte as opções com as finalidades de autonomia, inclusão social, reabilitação e reinserção social.
  • Diferencie finalidade do cuidado de recurso diagnóstico, intervenção medicamentosa e modalidade terapêutica: uma técnica específica não substitui o eixo psicossocial.
  • Ao avaliar a institucionalização prolongada, verifique sua incompatibilidade com a desinstitucionalização, sem concluir que toda internação seja vedada.

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