Em português, os períodos compostos se dividem em coordenad...
Em português, os períodos compostos se dividem em coordenados e subordinados. Esses dois tipos, por sua vez, subdividem-se em diversos subtipos. Com base nisso, relacione as orações grifadas abaixo à sua classificação:
I. Se houvesse uma despedida talvez fosse mais triste.
II. Creio que será permitido guardar uma leve tristeza.
III. E que houve grandes momentos perfeitos que passaram.
IV. Lembremos apenas as coisas douradas e digamos apenas a pequena palavra: adeus.
V. A pequena palavra que se alonga como um canto de cigarra perdido numa tarde de domingo.
a. Oração subordinada relativa.
b. Oração coordenada aditiva.
c. Oração subordinada substantiva objetiva direta.
d. Oração subordinada condicional.
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Gabarito: A
Fundamento decisivo: O critério decisivo é a função sintática de cada oração a partir do conectivo ou pronome introdutor: em I, “Se houvesse uma despedida talvez fosse mais triste” indica condição; em II, “que será permitido guardar uma leve tristeza” completa o verbo “Creio”, como oração subordinada substantiva objetiva direta; em III e V, “que passou” e “que se alonga” retomam um antecedente nominal, formando orações subordinadas relativas; em IV, “Lembremos...” e “digamos...” são ligadas por “e”, com valor aditivo. Por isso, a sequência correta é Id, IIc, IIIa, IVb, Va.
- Quando aparecer “que”, verifique primeiro se ele retoma um nome anterior: se retoma antecedente, a tendência é ser oração relativa; se apenas completa um verbo, a tendência é ser substantiva.
- Em orações com “se”, confirme se há ideia de condição para a oração principal; se houver, trata-se de subordinada condicional.
- Se duas orações têm autonomia sintática e estão ligadas por “e”, o vínculo é de coordenação aditiva, mesmo que os verbos estejam em tom exortativo.
- Não classifique pela palavra isolada; classifique pela função que a oração exerce dentro do período.
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As orações subordinadas substantivas relativas são introduzidas por pronomes relativos e ocorrem sempre em posição argumental, ou seja, no mesmo contexto em que ocorrem expressões linguísticas com a função de sujeito (cf. 1), de complemento direto (cf. 2), complemento indireto (cf. 3), complemento oblíquo (cf. 4):
(1) «Quem entregou o trabalho não fará o exame.»
(2) «O professor elogiou quem entregou o trabalho.»
(3) «O professor ofereceu o livro a quem entregou o trabalho.»
(4) «O professor conversou com quem tinha dúvidas sobre o trabalho.»
As orações subordinadas adjetivas relativas desempenham a função típica dos adjetivos – a função de modificador. Designam-se relativas por se construírem com subordinadores relativos (pronomes ou advérbios), os quais implicam uma relação de correferência com um antecedente de que dependem. Assim, por exemplo, na frase:
(5) «As revistas que estão no cesto são para rasgar.»
O pronome relativo que implica uma relação de correferência com o grupo nominal «as revistas», o qual funciona como antecedente daquele. Subjacente à oração relativa «que estão no cesto» está, pois, a oração «as revistas são para rasgar». O pronome relativo que substitui, por conseguinte, esta segunda ocorrência do grupo nominal «as revistas».
As orações relativas podem ser restritivas ou explicativas.
As orações subordinadas relativas restritivas são orações introduzidas por pronomes relativos e têm por função delimitar o universo de seres representado pelo nome que antecede o relativo. Desempenham a função sintática de modificador restritivo.
«Os alunos que tiverem boa nota receberão uma bolsa de mérito.»
As orações subordinadas relativas explicativas são orações introduzidas por pronomes relativos e têm por função fornecer um esclarecimento adicional acerca do nome que antecede o relativo. Desempenham a função sintática de modificador apositivo e são sempre separadas por vírgulas.
«O João, que é o melhor aluno da turma, recebeu uma bolsa de mérito.»'
I. Se houvesse uma despedida talvez fosse mais triste. (teria que ter uma vírgula depois de "despedida", pois é uma oração subordinada adverbial condicional, certo?)
Mais uma para aprender...
As orações subordinadas substantivas relativas
Aprendi agora: A oração subordinada relativa é a mesma da adjetiva. No caso do nº III "que passaram" pode ser substituído por "passageiros", classificando a oração como adjetiva/relativa. Vivendo e aprendendo...
Transitivo Indireto: Quando indica ter fé ou confiança. Exige a preposição em.
Exemplo: Creio em dias melhores.
Transitivo Direto: Quando indica acreditar que algo é verdade ou aceitar uma afirmação.
Exemplo: Não creio que ele virá.
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