Na rotina da clínica odontológica, a biossegurança envolve u...

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Q3795827 Odontologia
Na rotina da clínica odontológica, a biossegurança envolve um conjunto de medidas destinadas à prevenção da infecção cruzada entre pacientes, profissionais e ambiente. Considerando os princípios técnicos e operacionais da biossegurança aplicáveis ao consultório odontológico, assinale a alternativa correta.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: O critério decisivo é distinguir medidas universais de biossegurança das opções que as restringem ou as confundem: em odontologia, precauções-padrão incluem higienização das mãos e uso de barreiras de proteção, enquanto limpeza não substitui desinfecção e artigos críticos exigem esterilização. Assim, a alternativa D é a única compatível com o controle de infecção cruzada.

Tema central: Biossegurança odontológica
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque restringe o uso de EPI apenas a procedimentos cirúrgicos invasivos. Em odontologia, o risco ocupacional existe também em atendimentos rotineiros, pela exposição a sangue, saliva, secreções, aerossóis e superfícies contaminadas. Pelas precauções-padrão, barreiras de proteção não são exclusivas de cirurgia.
B
Errada
Está errada porque confunde limpeza com desinfecção. Limpeza remove sujidade e reduz a carga microbiana, mas não elimina totalmente todos os microrganismos. Portanto, ela não torna dispensável a desinfecção das superfícies entre atendimentos quando indicada.
C
Errada
Está errada porque artigos críticos não podem ser apenas desinfetados. Pela classificação de artigos em críticos, semicríticos e não críticos, os críticos exigem esterilização após limpeza adequada, devido ao alto risco de transmissão de infecção. A ausência de sujidade visível não muda essa exigência nem torna o instrumental microbiologicamente seguro.
D
Certa
A alternativa D está correta porque reúne duas medidas centrais e universais de controle de infecção em odontologia: higienização das mãos e uso de barreiras de proteção. As mãos são vetor frequente de transmissão indireta, e as barreiras/EPI reduzem exposição a sangue, saliva, aerossóis e superfícies contaminadas. Essas medidas devem ser aplicadas de forma rotineira a cada atendimento para interromper a cadeia de infecção.
Pegadinha da questão
A banca explorou três confusões clássicas: tratar limpeza como se fosse desinfecção/esterilização, achar que instrumental sem sujidade visível está seguro e limitar o uso de EPI apenas a procedimentos invasivos.
Dica para questões semelhantes
  • Se a alternativa trouxer higienização das mãos antes e após cada atendimento como medida universal, isso está alinhado aos princípios básicos de biossegurança.
  • Diferencie sempre limpeza de desinfecção: limpar reduz carga microbiana, mas não elimina totalmente os microrganismos.
  • Ao ler sobre artigos críticos, procure a exigência de esterilização; desinfecção isolada não basta.
  • Desconfie de alternativas que limitem EPI apenas a cirurgia, porque a exposição a saliva, sangue e aerossóis ocorre também na rotina clínica.

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