Ao longo do ano de 1953, trabalhadores e organizações sindi...

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Q3455131 História
Ao longo do ano de 1953, trabalhadores e organizações sindicais, nas grandes cidades, convocaram greves por aumento de salários. Em junho, Getúlio nomeou João Goulart para o Ministério do Trabalho. Desde o início da gestão de Jango, a oposição promoveu uma campanha feroz e diária, por intermédio da imprensa, de boicote e acusações, em que o jovem ministro era definido como um perigoso “demagogo sindicalista”, porta-voz de uma classe trabalhadora rebelada. (Comissão Nacional da Verdade. “Capítulo 3 – Contexto histórico das graves violações entre 1946 e 1988”. Em: Relatório da Comissão Nacional da Verdade. Disponível em: https://cnv.memoriasreveladas.gov.br/. Adaptado)
A situação tornou-se particularmente agravada em fevereiro de 1954, quando Jango
Alternativas

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Alternativa correta: B - defendeu um aumento de 100% para o salário mínimo, aplicável, sobretudo, aos trabalhadores do comércio e da indústria do setor urbano.

Tema central: A questão aborda o contexto político-social do governo Getúlio Vargas (1951-1954), focando na atuação de João Goulart (Jango) como Ministro do Trabalho. O ponto principal é a política de valorização salarial e seus desdobramentos para o cenário político da época.

Resumo teórico: Nos anos 1950, o Brasil vivia intenso crescimento urbano e industrial. Como resposta à pressão dos trabalhadores por melhores condições, Jango, ao assumir o Ministério do Trabalho em 1953, propôs um reajuste de 100% do salário mínimo. A medida era vista como avanço significativo para a classe trabalhadora, mas também causou forte reação das elites e opositores de Vargas.
Fonte: Comissão Nacional da Verdade, Relatório Final; Boris Fausto, História do Brasil.

Justificativa da alternativa correta (B):

Ao indicar o aumento de 100% do salário mínimo, Jango buscava recuperar o poder de compra dos trabalhadores urbanos, atendendo principalmente setores do comércio e da indústria. Essa proposta gerou enorme tensão e foi um dos fatores que precipitaram a crise política que culminou no suicídio de Vargas, em agosto de 1954.

Análise das alternativas incorretas:

  • A: O Plano de Metas foi lançado por Juscelino Kubitschek (1956-1961), não por Jango ou Vargas em 1954.
  • C: Não existiu proposta de aumento escalonado de 150% do salário mínimo em cinco anos; o debate era sobre reajuste imediato de 100%.
  • D: A legalização dos partidos de esquerda não foi pauta central de Jango em 1954; a repressão ao PCB continuava forte desde a Era Vargas.
  • E: O Plano SALTE foi implementado durante o governo Eurico Gaspar Dutra (1946-1951), e não em 1954.

Estrategia para interpretação: Atente-se às datas e personagens citados! Muitos enunciados fazem referência a planos de governo ou políticas de outros presidentes, o que é uma pegadinha comum em provas. Sempre relacione nomes, anos e medidas para evitar confusões.

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defendeu um aumento de 100% para o salário mínimo, aplicável, sobretudo, aos trabalhadores do comércio e da indústria do setor urbano.

Lembre-se que houve sim o plano JK (50 em 5), banca botou para pegar candidato que não estudou corretamente o aNo de 1954 (*ESTUDEM PORQUE CAI MUITO!!!)

Durante o mandato de Getúlio, JK veio com essa proposta para beneficiar trabalhadores, mas as empresas foram totalmente contra essa proposta e da parte elite da política, levando a tensões e contribuindo para a crise que culminou no suicídio de Vargas em agosto de 1954.



  • Proposta: O futuro presidente João Goulart, então ministro do Trabalho, pressionou por um aumento de 100% no salário mínimo.
  • Aprovação: Apesar da resistência e das críticas, Getúlio Vargas acabou anunciando o novo salário mínimo nos termos propostos por Goulart em 1º de maio de 1954.
  • Repercussão: A medida, embora popular entre os trabalhadores e associada ao auge do nacional-desenvolvimentismo, foi mal recebida pelo empresariado e setores políticos.
  • Consequências: O aumento salarial provocou o pedido de demissão de Goulart e intensificou a oposição ao governo Vargas, culminando na crise política de agosto de 1954.

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defendeu um aumento de 100% para o salário mínimo, aplicável, sobretudo, aos trabalhadores do comércio e da indústria do setor urbano.

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