Por mais que esteja rodeada de falantes de uma língua oral,
a criança surda não está exposta, de fato, a essa língua, ou
seja, por não poder ouvir, a criança surda não tem acesso
ao input necessário para adquirir uma língua oral‑auditiva.
A capacidade cognitiva inata para a aquisição de línguas
permanece plenamente disponível na criança surda.
Por isso, ela pode aprender uma língua de sinais com
facilidade, desde que esteja exposta ao uso dessa língua em
contextos reais de comunicação, convivendo com pessoas
que a utilizam de forma significativa em situações naturais.
É importante destacar, ainda, que a criança surda também
pode aprender outra língua oral‑auditiva, desde que sejam
utilizadas metodologias adequadas e oferecido input visual
dessa língua.
GRANNIER, 2007, p. 200 (com adaptações).
Considerando o texto apresentado relativos ao bilinguismo
de surdos, julgue o item a seguir.
Crianças surdas em famílias ouvintes tornam‑se
bilíngues de forma natural, adquirindo o português
oral como primeira língua e a Libras como segunda,
sem necessidade de intervenções pedagógicas ou
institucionais específicas.
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