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Q4155914 Medicina
As opções de tratamento disponíveis e os conhecidos benefícios e riscos/complicações associados a cada modalidade de terapia devem ser esclarecidas aos pacientes com doença de Peyronie (DP). Para o tratamento de DP recomenda-se:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: A diretriz da AUA para doença de Peyronie recomenda/aceita a colagenase intralesional de Clostridium histolyticum associada à modelagem/manipulação peniana para redução da curvatura; as demais alternativas descrevem terapias não recomendadas para esse objetivo ou tratam de forma inadequada o papel do verapamil.

Tema central: Tratamento da Peyronie
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque transforma em recomendação prévia obrigatória terapias que não têm benefício clínico consistente para uso rotineiro na doença de Peyronie. A base é explícita ao não sustentar vitamina E, tamoxifeno, procarbazina, ômega-3 e combinação de vitamina E com L-carnitina como estratégia recomendada antes de outras abordagens. Além disso, a iontoforese/terapia eletromotiva com verapamil é especificamente não recomendada pela diretriz da AUA. O erro médico é confundir tratamentos historicamente estudados com tratamentos efetivamente recomendados.
B
Certa
A alternativa B reproduz a recomendação diretriz para a doença de Peyronie: colagenase intralesional de Clostridium histolyticum em combinação com modelagem/manipulação realizada pelo profissional e pelo paciente para reduzir a curvatura peniana em pacientes selecionados.
C
Errada
Está errada porque atribui à LECO/ESWT um objetivo que a diretriz rejeita: reduzir curvatura peniana ou tamanho da placa. Pela base, ondas de choque não devem ser usadas para corrigir a deformidade anatômica da doença de Peyronie. A eventual lembrança dessa modalidade se relaciona à dor em cenários específicos, não à redução da curvatura nem da placa. Portanto, o erro é confundir tratamento de dor com tratamento da deformidade.
D
Errada
Está errada porque converte evidência fraca ou contraditória em rejeição categórica. A base informa que a diretriz da AUA admite que o verapamil intralesional pode ser oferecido, embora com evidência limitada; isso não autoriza dizer que seu uso deva ser desencorajado de forma geral. O ponto decisivo aqui é diferenciar 'opção possível com baixo grau de evidência' de 'modalidade que não deve ser usada'.
Pegadinha da questão
A banca misturou duas confusões reais: verapamil intralesional não é a mesma coisa que iontoforese/eletromotiva com verapamil, que é desaconselhada; e LECO pode ser lembrada por dor, mas não por correção da curvatura ou redução da placa.
Dica para questões semelhantes
  • Na doença de Peyronie, procure a alternativa que una colagenase intralesional à modelagem/manipulação peniana; a associação faz parte da recomendação.
  • Separe verapamil intralesional de verapamil por iontoforese/eletromotiva: a base aceita o primeiro como opção possível e não recomenda o segundo.
  • Se a alternativa atribuir à LECO redução de curvatura ou de placa, elimine-a; esse não é o papel recomendado dessa modalidade.
  • Desconfie de alternativas que imponham terapias orais sem evidência consistente como passo obrigatório antes de tratamentos com melhor respaldo.

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