Estenose de uretra é uma fibrose crônica com estreitamento d...

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Q4155912 Medicina
Estenose de uretra é uma fibrose crônica com estreitamento do lúmen uretral causada por lesão aguda, condições inflamatórias e intervenções iatrogênicas, incluindo instrumentação uretral ou cirurgia e tratamento do câncer de próstata. Os sintomas da estenose de uretra não são específicos e podem se sobrepor com outras condições comuns, como os sintomas do trato urinário inferior (LUTS) e as infecções do trato urinário (ITU), confundindo o diagnóstico adequado. Neste sentido, para o tratamento de estenose de uretra recomenda-se que
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O ponto cobrado é a indicação de autocateterização/intermittent self-dilatation após uretrotomia interna em pacientes selecionados que não são candidatos à uretroplastia. Essa é a recomendação que torna a alternativa B compatível com a base, enquanto as demais se afastam dos critérios de localização, tempo de sonda ou escolha entre tratamento endoscópico e reconstrução.

Tema central: Autocateterização após uretrotomia interna
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque fixa como regra a retirada da sonda após 24 horas. A base diretriz citada admite retirada segura do cateter dentro de até 72 horas após dilatação ou uretrotomia interna sem intercorrências. Portanto, o erro é transformar uma retirada precoce possível em obrigação específica de 24 horas.
B
Certa
A alternativa B está correta porque reproduz a indicação aceita nas diretrizes da EAU e da AUA para autocateterização após uretrotomia interna em pacientes selecionados que não são candidatos à uretroplastia. O fundamento médico é de manutenção/estabilização da luz uretral após tratamento endoscópico, com caráter paliativo e não curativo definitivo. O acerto da alternativa está justamente em restringir essa conduta ao contexto de não viabilidade da reconstrução definitiva.
C
Errada
Está errada pelo critério anatômico da localização da estenose. A indicação clássica de dilatação ou uretrotomia interna como manejo inicial se aplica à estenose bulbar curta, única e não obliterativa, e não à estenose peniana. A alternativa generaliza indevidamente para estenose peniana menor que 2 cm uma equivalência terapêutica que a base não sustenta; ao contrário, a DVIU não deve ser usada como tratamento padrão para estenose peniana.
D
Errada
Está errada porque propõe preferir procedimentos endoscópicos em recorrências de uretra anterior após falha inicial, quando a base afirma o oposto: repetidas dilatações ou DVIU têm baixa durabilidade, aumentam recorrência e podem tornar a estenose mais complexa. Se a uretroplastia é viável, ela é a estratégia preferível em vez de repetir tratamento endoscópico.
Pegadinha da questão
A banca mistura recomendações verdadeiras, mas deslocadas de contexto: o ponto mais traiçoeiro é trocar estenose bulbar curta por estenose peniana curta, como se a indicação de tratamento endoscópico inicial fosse a mesma.
Dica para questões semelhantes
  • Em estenose uretral, confirme sempre o segmento anatômico: bulbar curta não tem a mesma indicação de manejo que peniana.
  • Autocateterização após DVIU não é cura definitiva; pense nela como medida de manutenção quando a uretroplastia não é viável.
  • Na recorrência de uretra anterior, desconfie de alternativas que favoreçam repetição endoscópica se a uretroplastia for factível.
  • Quando a questão trouxer tempo de sonda após DVIU/dilatação, não reduza a recomendação a 24 horas se a base fala em retirada dentro de até 72 horas.

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