Pacientes em acompanhamento para massas renais tratadas ou e...

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Q4155909 Medicina
Pacientes em acompanhamento para massas renais tratadas ou em vigilância devem ser submetidos a uma história clínica e um exame físico direcionados para detecção de sinais e sintomas de recorrência local ou metástases, além de serem submetidos a testes básicos de laboratório, incluindo excretas nitrogenadas (ureia/creatinina), análise de urina e taxa de filtração glomerular estimada (eTFG). Outros exames laboratoriais, como hemograma completo, lactato desidrogenase (LDH), testes de função hepática, fosfatase alcalina e níveis de cálcio devem ser solicitados a critério do clínico. Nesse sentido, as massas renais em vigilância devem ser
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: A questão cobra o papel da biópsia percutânea em massas renais sob vigilância ativa: a diretriz AUA 2021 orienta que, em pacientes selecionados com massa renal que optam por vigilância ativa, a biópsia deve ser considerada para estratificação adicional do risco oncológico. Como o enunciado trata exatamente desse cenário, a alternativa correta é a letra C.

Tema central: Biópsia percutânea na vigilância ativa
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque usa um gatilho laboratorial inadequado para cintilografia óssea: cálcio diminuído. Na suspeita de metástase óssea em carcinoma de células renais, a investigação é sustentada por dor óssea, achados radiográficos sugestivos e fosfatase alcalina elevada; quando há alteração do cálcio relacionada a doença metastática, o padrão lembrado na base é hipercalcemia, não hipocalcemia. Além disso, a cintilografia óssea não é exame rotineiro para toda massa renal em vigilância.
B
Errada
Está errada porque atribui utilidade clínica rotineira a biomarcadores moleculares como Ki-67, p53 e VEGF sem sustentação na prática assistencial descrita na base. Esses marcadores não têm benefício comprovado para uso rotineiro no manejo de massas renais em vigilância ativa.
C
Certa
A alternativa C está correta porque a biópsia percutânea prévia à vigilância ativa tem utilidade para definir histologia e refinar a estratificação oncológica, ajudando a distinguir lesões benignas, tumores indolentes e lesões potencialmente mais agressivas. A base ressalta que isso não é obrigatório em todos os casos, mas é uma conduta recomendada/considerada em pacientes selecionados. Entre as opções, é a única compatível com o manejo aceito pelas diretrizes.
D
Errada
Está errada porque o cronograma proposto contraria o seguimento inicial da vigilância ativa. A base, apoiada na diretriz AUA 2021, orienta repetição de imagem seccional em aproximadamente 3–6 meses para avaliar crescimento intervalar e estimar a taxa de crescimento tumoral. Aguardar até 24 meses para isso é inadequado.
Pegadinha da questão
A banca explorou duas confusões: interpretar a alternativa C como obrigatoriedade absoluta, quando na verdade ela corresponde à recomendação de considerar biópsia antes da vigilância ativa, e trocar o marcador clássico de doença óssea de hipercalcemia por hipocalcemia na alternativa A.
Dica para questões semelhantes
  • Em vigilância ativa de massa renal, procure a alternativa que preserve a estratificação histológica e oncológica; a biópsia percutânea pode ser considerada antes dessa decisão.
  • Não aceite cronograma inicial de imagem tardio: a reavaliação para crescimento tumoral deve ocorrer precocemente, em torno de 3–6 meses.
  • Cintilografia óssea não é rotina; reserve-a para suspeita de metástase óssea baseada em dor óssea, imagem sugestiva e fosfatase alcalina elevada.
  • Desconfie de alternativas que promovem biomarcadores moleculares a uso clínico rotineiro sem papel estabelecido na prática.

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