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Q4155908 Medicina
A criptorquidia, ou testículo não descido (TND), é um dos distúrbios pediátricos mais comuns das glândulas endócrinas masculinas e o transtorno genital mais comumente identificado ao nascimento. No tratamento de criptorquidia,
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: Pelas diretrizes citadas na base, o menino pré-púbere com testículo não palpável deve ser reexaminado sob anestesia; se continuar não palpável, está indicada exploração cirúrgica, em geral laparoscópica. Esse algoritmo é o achado decisivo do enunciado e sustenta o gabarito C.

Tema central: Testículo não palpável
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque afirma indicação rotineira de terapia hormonal para promover descida testicular e ainda atribui eficácia satisfatória e benefício duradouro. A base é explícita em que as diretrizes não recomendam hormonioterapia de rotina para esse fim, especialmente como regra geral da criptorquidia.
B
Errada
Está incorreta como melhor resposta porque, embora reconheça que após 6 meses de idade corrigida a descida espontânea é improvável, sua redação é menos precisa que o padrão recomendado na base: operar precocemente após 6 meses, idealmente até 12 meses e no máximo até 18 meses. A banca cobra a conduta técnica inequívoca do testículo não palpável, descrita de forma direta na alternativa C.
C
Certa
A alternativa C está correta porque descreve a conduta-padrão para menino pré-púbere com testículo não palpável: reavaliação sob anestesia e, persistindo não palpável, exploração cirúrgica diagnóstica/terapêutica. Esse passo corresponde ao algoritmo recomendado nas diretrizes mencionadas na base.
D
Errada
Está errada porque amplia indevidamente a indicação de orquiectomia. Na criptorquidia pediátrica, a regra é preservar e posicionar o testículo quando viável; orquiectomia fica restrita a cenários selecionados, sobretudo em pós-púberes ou em testículo claramente atrófico/dismórfico com baixo benefício funcional esperado.
Pegadinha da questão
A banca contrapôs uma alternativa apenas aproximada sobre o timing cirúrgico e outra que traz o algoritmo clássico e específico do testículo não palpável. A confusão real é marcar a opção cronológica por parecer plausível e ignorar que a conduta mais tecnicamente precisa é a reavaliação sob anestesia seguida de exploração cirúrgica.
Dica para questões semelhantes
  • Se o testículo é não palpável em pré-púbere, pense primeiro em reexame sob anestesia; se continuar não palpável, a conduta é exploração cirúrgica.
  • Não trate hormonioterapia como rotina para induzir descida testicular; a base não sustenta essa indicação ampla.
  • Após 6 meses de idade corrigida, descida espontânea é improvável; o tratamento cirúrgico deve ser programado precocemente, idealmente até 12 meses e no máximo até 18 meses.

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