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Q4155906 Medicina
Apesar de representar aproximadamente 25% dos pacientes diagnosticados com câncer de bexiga, o câncer de bexiga músculo-invasivo (CBMI) implica risco significativo de morte, o qual não tem mudado consideravelmente em décadas. Cada vez mais, médicos e pacientes reconhecem a importância de um esforço multidisciplinar no sentido de melhorar a sobrevida e a qualidade de vida dos pacientes. Antes de considerar o tratamento, uma história minuciosa e um exame físico completo devem ser realizados, incluindo um exame sob anestesia no ato da ressecção transuretral do tumor da bexiga (RTUB), quando há uma suspeita de câncer invasivo. No caso de pacientes com CBMI deve-se
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: No CBMI clinicamente ressecável e candidato à cistectomia radical, a diretriz recomenda quimioterapia neoadjuvante baseada em cisplatina apenas para pacientes elegíveis; isso torna correta a alternativa A e invalida as opções que substituem cisplatina por carboplatina ou afastam a terapia definitiva locorregional.

Tema central: Neoadjuvância no CBMI
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A é a única compatível com a conduta padrão no CBMI ressecável: oferecer quimioterapia neoadjuvante baseada em cisplatina antes da cistectomia radical nos pacientes elegíveis. A recomendação das diretrizes citadas na base é específica para esse cenário e não se estende a carboplatina como substituta neoadjuvante.
B
Errada
Está errada porque carboplatina não substitui cisplatina no cenário neoadjuvante curativo do CBMI ressecável T2-T4aN0. A base é explícita ao afirmar que as diretrizes não recomendam esquemas neoadjuvantes contendo carboplatina para pacientes inelegíveis à cisplatina nesse contexto.
C
Errada
Está errada porque mistura duas ideias diferentes: o paciente pode ser inelegível para cisplatina, mas isso não o torna inelegível para tratamento definitivo locorregional. A base afirma que esses pacientes ainda podem ser candidatos a cistectomia radical ou, em casos selecionados, a preservação vesical trimodal; portanto, é falso dizer que não devam ser submetidos a terapia locorregional definitiva.
D
Errada
Está errada porque a indicação padrão de cistectomia radical com linfadenectomia pélvica bilateral vale para doença ressecável não metastática, classicamente T2-T4a N0M0. Ao acrescentar 'mesmo que metastática', a alternativa sai do escopo da recomendação padrão e contraria a base, que exige raciocínio sistêmico e individualizado na doença metastática, não essa indicação geral.
Pegadinha da questão
A banca explora três confusões reais: trocar cisplatina por carboplatina no neoadjuvante, concluir que inelegibilidade para cisplatina impede tratamento curativo local e estender indevidamente a indicação padrão de cistectomia radical para doença metastática.
Dica para questões semelhantes
  • Em CBMI ressecável com intenção curativa, procure primeiro se o paciente é candidato à cistectomia radical e elegível para cisplatina; isso costuma definir a neoadjuvância correta.
  • Não aceite carboplatina como equivalente automática da cisplatina no neoadjuvante do CBMI ressecável.
  • Inelegibilidade para cisplatina não elimina, por si só, a possibilidade de tratamento locorregional definitivo.
  • Quando a alternativa amplia conduta padrão para doença metastática, revise se a recomendação original era restrita ao cenário M0.

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