“Por um breve instante Marcelo deteve em tia Olívia o olhar...

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Q3259127 Português
Por um breve instante Marcelo deteve em tia Olívia o olhar frio sem nexo. Chegou a esboçar um sorriso, aquele mesmo sorriso que tivera quando Madrinha, na sua ingênua excitação, nos apresentou a ambos, “pronto, Marcelo, aí está sua priminha, agora vocês poderão brincar juntos”. Ele então apertou um pouco os olhos. E sorriu.” (Lygia Fagundes Telles – com adaptações)

No fragmento acima, os termos destacados exercem a função, respectivamente, de:
Alternativas

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Tema central da questão:
A questão exige o reconhecimento das funções sintáticas dos termos destacados: adjunto adverbial, objeto direto e locução adverbial. Esse conhecimento é essencial para dominar a classificação de termos e compreender as estruturas frasais, especialmente em temas voltados à análise morfossintática, cobrada em concursos públicos para o magistério.

Justificativa da alternativa correta (C):

1) “Por um breve instante”: Adjunto adverbial – É uma locução adverbial de tempo, pois indica circunstância temporal referente à ação de “deter o olhar”. De acordo com Bechara (2001), adjuntos adverbiais são termos acessórios que modificam o sentido do verbo, do adjetivo ou do advérbio, exprimindo uma circunstância (tempo, lugar, modo, etc.). Assim, revela "quando" o fato ocorreu.

2) “que”: Objeto direto – Aqui reside a maior armadilha da questão, pois o “que” funciona como objeto direto do verbo "tivera" dentro da oração relativa. Veja: “aquele mesmo sorriso que tivera” — “tivera o sorriso”. Portanto, “que” substitui o termo “sorriso”, sendo elemento essencial e sem preposição após verbo transitivo direto, como ensinam Cunha & Cintra (2008).

3) “um pouco”: Adjunto adverbial – Outra locução adverbial, agora de intensidade, modificando o verbo “apertou”. Cumpre função semelhante à de um advérbio, marcando a intensidade da ação, caracterizando-se como adjunto adverbial de intensidade (Bechara, 2001).

Análise das alternativas incorretas:

A) Oferece “adjunto adnominal” para o primeiro termo, mas o grupo não modifica um substantivo, e sim um verbo. “Que” não pode ser sujeito, pois não pratica a ação dentro da oração relativa; a ação de “ter” é aplicada a ele, não exercida por ele.

B) “Complemento nominal” exigiria um nome que pedisse preposição, o que não ocorre. “Objeto indireto” para “que” é equivocado, pois não há preposição.

D) “Vocativo” é termo usado para chamar, invocar, apelativo — o que não ocorre. “Adjunto adverbial” para “que” também não se aplica, pois sua função é de objeto direto.

Estratégia recomendada: Sempre identifique a que termo se refere a expressão na frase e se está modificando verbo (adjunto adverbial), um substantivo (adjunto adnominal) ou se complementa verbo sem preposição (objeto direto).

Reforçando: Dominar as funções sintáticas facilita a interpretação textual e evita confusões em provas de concurso.

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