O Tumor Odontogênico Adenomatoide (TOA) é frequentemente ap...

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Q3913220 Odontologia
O Tumor Odontogênico Adenomatoide (TOA) é frequentemente apelidado de "tumor de dois terços", devido às suas predileções epidemiológicas e clínicas marcantes. Embora apresente um comportamento biológico benigno e não invasivo, sua localização e associação com dentes inclusos exigem um planejamento cirúrgico cuidadoso. No contexto das variações e características do Tumor Odontogênico Adenomatoide (TOA), assinale a alternativa correta. 
Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: O critério decisivo é a identificação da variante extrafolicular do TOA, que é intraóssea, não se relaciona ao folículo pericoronário de dente impactado e pode localizar-se entre raízes de dentes erupcionados; por isso, a alternativa D é a única compatível com o caso.

Tema central: Variante extrafolicular do TOA
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada por critério histogenético. O TOA é um tumor odontogênico epitelial benigno; não se origina de remanescentes da glândula parótida, nem de metaplasia escamosa relacionada ao fechamento de suturas palatinas. A alternativa mistura patologia odontogênica com estruturas salivares e desenvolvimento craniofacial sem relação com a origem do TOA.
B
Errada
Está errada por critério radiográfico. O TOA costuma ser uma lesão radiolúcida unilocular, bem delimitada, podendo conter pequenos focos radiopacos calcificados. Isso é diferente de uma massa radiopaca densa, homogênea e semelhante a osso cortical. Além disso, na forma associada a dente incluso, a coroa do dente pode estar visualizada em associação com a lesão.
C
Errada
Está errada por critério de conduta e comportamento biológico. O TOA tem comportamento benigno, geralmente encapsulado e não agressivo, de modo que o tratamento habitual é enucleação ou exérese conservadora. Ressecção com margem de 2 cm de osso sadio é conduta excessiva e tecnicamente inadequada nesse cenário. Também é incorreta a afirmação de alto potencial de transformação em ameloblastoma, pois isso não sustenta a conduta proposta.
D
Certa
A alternativa D está correta porque descreve o padrão clínico-radiográfico característico da forma extrafolicular do Tumor Odontogênico Adenomatoide. Nessa variante, o tumor não depende de associação com dente incluso nem com folículo pericoronário e pode ter localização inter-radicular em dentes erupcionados. Por essa apresentação, entra no diagnóstico diferencial de lesões como o cisto periodontal lateral. Isso é compatível com o comportamento clássico do TOA, que é uma neoplasia odontogênica epitelial benigna e geralmente bem delimitada.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre a associação frequente do TOA com dente incluso na variante folicular e a falsa ideia de que isso ocorre em todas as variantes; a forma extrafolicular foge desse padrão e pode simular cisto periodontal lateral.
Dica para questões semelhantes
  • Diante de TOA, diferencie primeiro as variantes: folicular associada a dente incluso, extrafolicular sem relação com folículo pericoronário e periférica.
  • Se a lesão for inter-radicular em dentes erupcionados, inclua a variante extrafolicular do TOA no diagnóstico diferencial.
  • Não confunda calcificações internas puntiformes com lesão totalmente radiopaca; o padrão do TOA é predominantemente radiolúcido.
  • Em tumor benigno, encapsulado e não invasivo como o TOA, a conduta compatível é conservadora, não ressecção ampla.

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