No trecho “Mas eis que, na virada do século, ganhou novas f...
Gabarito comentado
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Tema central: Tempos verbais e efeitos de sentido (morfologia e semântica). A questão exige analisar a escolha e alternância de tempos verbais numa narrativa e compreender como isso afeta o sentido e a expressividade do texto.
Justificativa da alternativa correta (C):
O trecho “Mas eis que, na virada do século, ganhou novas forças e faz grande reestreia” apresenta, respectivamente, o pretérito perfeito do indicativo (“ganhou”) e o presente do indicativo (“faz”).
Pela norma-padrão, segundo Bechara e Cunha & Cintra, o pretérito perfeito indica ação concluída no passado e o presente indica ação que ocorre agora ou se mantém válida.
A alternância dos tempos não é erro gramatical, mas um recurso estilístico frequente: narra-se um fato ocorrido (ganhou forças “na virada do século”) e depois se atualiza a narrativa ao trazer a consequência ou continuidade dessa ação para o presente dos leitores (faz grande reestreia). Esse “rompimento” temporal gera expressividade, destacando a permanência da situação.
Portanto, a alternativa C está correta: o uso dos tempos verbais é intencional, expressivo e está plenamente de acordo com a norma, enriquecendo o texto quanto à vivacidade e atualização.
Análise das alternativas incorretas:
- A) Errada. Não há necessidade de homogeneizar os tempos. A alternância é permitida e rica em efeito de sentido.
- B) Errada. Equivoca-se ao citar pretérito imperfeito, quando o texto utiliza o pretérito perfeito; além disso, a progressividade não é marcada aqui.
- D) Errada. “Faz” está no indicativo, não exprime hipótese nem incerteza, mas factualidade.
- E) Errada. Não há inadequação normativa, pois a alternância está justificada e ocorre amplamente em textos literários e jornalísticos.
Estratégia de prova: Cuidado com pegadinhas que supõem que apenas a uniformização de tempos verbais garante o respeito à norma-padrão. A alternância pode gerar atualidade, contraste e ressonância expressiva ao conteúdo.
Resumo das regras:
- Pretérito perfeito: ação concluída.
- Presente do indicativo: ação atual/viva/verídica.
- Alternância intencional: recurso estilístico permitido pela norma.
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Comentários
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GAB: C
De cara, já matei A e B. Muito sem nexo com base no contexto.
“ganhou” no pretérito perfeito do indicativo, indicando uma ação concluída no passado (na virada do século);
“faz” no presente do indicativo, indicando uma ação atual, que ocorre no momento da enunciação.
Essa alternância de tempos verbais rompe a coesão temporal tradicional, mas não é um erro gramatical. Pelo contrário, trata-se de um recurso estilístico intencional, que cria um efeito expressivo: mostra que algo que teve força no passado retorna com vigor no presente.
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GAB: C
A) Substituir “ganhou” por “ganha” eliminaria o contraste intencional entre passado e presente — perderia o efeito expressivo.
B) Não há verbo no pretérito imperfeito; logo, está incorreta.
D) “Faz” está no presente do indicativo, não no subjuntivo, e não indica hipótese.
E) A alternância não é inadequada nem carece de justificativa — é estilisticamente coerente.
li rapido e marquei B, kkkk, seguimos
MACETE> preterito perfeito normalmente termina em ou
Gabarito: C
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