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Na sentença: “Ele é um anjo”, tem-se a figura de linguagem denominada de:
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Gabarito comentado
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Tema central: Figuras de linguagem, com foco na identificação correta da metáfora em enunciados da Língua Portuguesa, conforme a norma-padrão e gramáticas de referência.
Justificativa da alternativa correta (A – Metáfora):
A sentença “Ele é um anjo” emprega a figura de linguagem chamada metáfora, pois transfere ao sujeito qualidades associadas a “anjo” (bondade, pureza, proteção), sem utilizar conectivos comparativos como “como”. Segundo Evanildo Bechara, metáfora é “uma forma de comparação subentendida, feita pela aplicação de um termo fora do seu sentido usual”. O Manual de Redação oficial reforça: na metáfora, ocorre aproximação implícita de sentidos. Assim, atribuir diretamente a alguém o ser “um anjo” é um recurso expressivo para intensificar qualidades positivas – não se diz que a pessoa é um anjo literal, mas sim que possui características desejáveis.
Análise das alternativas incorretas:
B) Comparação: Incorreta. A comparação exige conectivos explícitos, como “como”, “tal qual”:
Exemplo: “Ele é como um anjo”. Não é o caso da frase dada.
C) Ironia: Incorreta. Ironia consiste em afirmar o oposto do que se pensa, geralmente com tom de crítica ou sarcasmo. A frase não indica sentido contrário nem percepção negativa.
D) Hipérbole: Incorreta. Hipérbole é exagero proposital para dar ênfase, como em “Estou morrendo de fome”. A expressão não traz exagero, mas sim atribuição de qualidade elevada.
Estratégia para provas: Atenção aos detalhes no uso de conectivos: a presença ou ausência de termos comparativos distingue metáfora e comparação. Cuidado para não confundir ironia (sempre sentido oposto) nem hipérbole (sempre exagero intencional). O reconhecimento preciso dessas figuras reduz erros e dá segurança na interpretação de enunciados semelhantes.
Dica final: Segundo Cunha & Cintra, ao identificar transferências de sentido sem conectivo, marque metáfora!
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GAB: A
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