A anemia hemolítica autoimune e uma condição clínica rara e...

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Q4233335 Medicina
A anemia hemolítica autoimune e uma condição clínica rara em que autoanticorpos se ligam à superfície das hemácias ocasionando sua destruição precoce via sistema do complemento ou sistema reticuloendotelial. A hemolise desencadeada pela ligação dos autoanticorpos às hemácias pode ocorrer no meio intravascular ou extravascular. Pode ser classificada pela sua etiologia: primária, quando não apresenta correlação com outra doença de base, ou secundária, quando associada a outras doenças, como doenças linfoproliferativas, doenças autoimunes, infecções virais, neoplasias ou uso de medicamentos específicos. Assim, pacientes com sintomas suspeitos de anemia hemolítica autoimune devem confirmar o diagnóstico por meio de qual dos seguintes exames laboratoriais? 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: O enunciado descreve hemólise por autoanticorpos ligados à superfície das hemácias e pede o exame confirmatório. Nessa situação, o teste de antiglobulina direta (Coombs direto) é o achado decisivo, porque detecta IgG e/ou complemento aderidos às hemácias e confirma o mecanismo autoimune.

Tema central: Coombs direto na AHAI
Análise das alternativas
A
Errada
Hemograma e contagem de plaquetas não demonstram mecanismo autoimune. Eles apenas documentam citopenias. Além disso, os pontos de corte de hemoglobina descritos estão inadequados para definição geral de anemia em adultos. A referência à Síndrome de Evans pode indicar associação entre anemia hemolítica autoimune e trombocitopenia imune, mas isso não substitui o exame confirmatório da AHAI.
B
Errada
Reticulocitose é um achado frequente na hemólise porque reflete resposta medular, mas não distingue hemólise imune de outras situações com aumento de reticulócitos, como sangramento ativo ou recuperação após correção de deficiência nutricional. Portanto, esse exame pode corroborar hemólise ou regeneração eritropoiética, mas não confirma autoimunidade.
C
Errada
A alternativa traz erro técnico decisivo: na hemólise, a haptoglobina tende a estar reduzida, não aumentada. Além disso, LDH elevado e aumento de bilirrubina indireta são provas de hemólise, não provas de mecanismo autoimune. Mesmo que parte da descrição lembre hemólise, ela não confirma anemia hemolítica autoimune e ainda contém um dado laboratorial incompatível com o padrão clássico.
D
Certa
A alternativa D está correta porque o teste de Coombs direto é o exame confirmatório clássico da anemia hemolítica autoimune. Ele demonstra imunoglobulina e/ou complemento fixados à membrana das hemácias do paciente, sustentando hemólise de mecanismo imune. Isso responde exatamente ao que a questão solicita: confirmação laboratorial da etiologia autoimune, e não apenas evidência de anemia ou hemólise.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre exames que mostram hemólise e o exame que confirma que a hemólise é autoimune. Reticulócitos, LDH, bilirrubina indireta e haptoglobina baixa ajudam a reconhecer hemólise, mas não definem etiologia imune; além disso, a alternativa C tenta induzir erro ao inverter o comportamento da haptoglobina.
Dica para questões semelhantes
  • Se a pergunta pedir confirmação de hemólise autoimune, procure o exame que demonstra anticorpo ou complemento aderido à hemácia: Coombs direto.
  • Reticulocitose, LDH alto, bilirrubina indireta alta e haptoglobina baixa sustentam hemólise, mas não separam causa imune de não imune.
  • Hemograma, anemia associada e plaquetopenia podem sugerir contexto clínico, como Síndrome de Evans, mas não têm valor confirmatório etiológico para AHAI.

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