A doença de Alzheimer é um distúrbio neurocognitivo, é a cau...

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Q2609685 Medicina

A doença de Alzheimer é um distúrbio neurocognitivo, é a causa mais comum de demência e afeta principalmente idosos. Sobre essa doença, é correto afirmar que:

Alternativas

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Tema central: Doença de Alzheimer é um distúrbio neurodegenerativo progressivo, principal causa de demência em idosos, com perda de memória episódica, declínio de funções executivas e alterações comportamentais. Fisiopatologia envolve acúmulo de beta-amiloide e emaranhados de proteína tau, especialmente no hipocampo, levando à atrofia cortical.

Alternativa correta: CInibidores da colinesterase (donepezila, rivastigmina, galantamina) aumentam a disponibilidade de acetilcolina nas sinapses e podem proporcionar melhora modesta de cognição, memória e atividades de vida diária em alguns pacientes, principalmente nos estágios leve a moderado. Não alteram a progressão da doença, mas trazem benefício funcional sintomático. Efeitos adversos: náuseas, diarreia, bradicardia. Fontes: Harrison’s, UpToDate, recomendações NIA-AA.

Análise das incorretas

A) “Mais comum em homens” — Falso. A prevalência é maior em mulheres, em parte pela maior sobrevida feminina. Harrison’s e estudos epidemiológicos confirmam essa distribuição.

B) “Donepezila é contraindicada em todos os casos” — Falso. Donepezila é tratamento de primeira linha nos estágios leve a moderado. É contraindicada apenas em situações específicas (p.ex., hipersensibilidade) e requer cautela em bloqueios de condução cardíaca e uso de bradicardizantes. Não há contraindicação universal.

D) “A maioria dos casos possui fatores genéticos envolvidos” — Falso. A maioria é esporádica. Formas monogênicas familiares (APP, PSEN1/2) respondem por ~1–5%. Alelos de risco como APOE-ε4 aumentam suscetibilidade, mas não caracterizam “maioria com causa genética determinante”.

E) “Diagnóstico definitivo sempre por clínica e laboratório” — Falso. O diagnóstico clínico é de provável Alzheimer; exames laboratoriais servem para excluir causas reversíveis (TSH, B12, função renal/hepática). O “definitivo�� clássico é neuropatológico (pós-morte). Biomarcadores (LCR Aβ42/tau, PET amiloide/tau) aumentam a acurácia, mas não se resume a “sempre” pela clínica/lab básicos. NIA-AA/UpToDate.

Diagnóstico prático em provas:

  • Quadro típico: amnésia episódica progressiva + disfunção executiva/visuoespacial.
  • Triagem: Mini-Mental, MoCA; ressonância com atrofia hipocampal apoia.
  • Laboratório: TSH, B12, eletrólitos para descartar mimetizadores.
  • Tratamento: inibidores da colinesterase; memantina em moderado a grave.

Dica de prova: desconfie de termos absolutos como “sempre”, “todos os casos” e “maioria”, comuns em alternativas incorretas.

Referências sucintas: Harrison’s Principles of Internal Medicine; UpToDate (Alzheimer disease: clinical features and diagnosis; treatment); NIA-AA 2018/2023 (biomarcadores e critérios).

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Comentários

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A resposta correta é a alternativa A: I, II e III.

Justificativa:

  • Afirmativa I: Está correta. De fato, apesar da diversidade de tipos de demência, todos compartilham de um núcleo comum de sintomas: déficits cognitivos múltiplos, incluindo a deterioração da memória e pelo menos um dos outros distúrbios cognitivos mencionados.
  • Afirmativa II: Também está correta. A hipótese colinérgica da doença de Alzheimer é amplamente aceita e fundamenta o uso de inibidores da acetilcolinesterase no tratamento. A perda de neurônios colinérgicos e a consequente diminuição da acetilcolina estão associadas aos sintomas da doença, e os inibidores da acetilcolinesterase visam aumentar os níveis desse neurotransmissor, proporcionando um benefício clínico modesto, mas importante para os pacientes.
  • Afirmativa III: Está correta. Os itens listados como diagnósticos diferenciais para quadros demenciais são, de fato, condições que podem mimetizar ou contribuir para o desenvolvimento de sintomas semelhantes à demência. É essencial que esses diagnósticos sejam considerados e excluídos antes de estabelecer o diagnóstico de demência.

Conclusão:

Todas as três afirmativas apresentam informações corretas e relevantes sobre a demência e seus aspectos clínicos, diagnósticos e terapêuticos. A afirmativa I descreve as características comuns a todos os tipos de demência, a afirmativa II aborda a base neurobiológica da doença de Alzheimer e o mecanismo de ação de um dos principais fármacos utilizados em seu tratamento, e a afirmativa III lista importantes diagnósticos diferenciais que devem ser considerados na avaliação de pacientes com queixas de memória e cognição.

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