“Existe Carnaval em outros países. As comemorações são um p...

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Histórias do carnaval


        Ninguém sabe ao certo a origem do Carnaval, mas historiadores acreditam que a festa tenha tido origem em celebrações ligadas à agricultura e à chegada da primavera na Europa, comemorada com festejos na Grécia e em Roma, na Antiguidade. No ano 590 d.C., a Igreja Católica incorporou ao seu calendário o Carnaval. A quarta-feira de Cinzas, último dia do Carnaval, marca o início da Quaresma que vai até a Páscoa. No Brasil, o Carnaval chegou, no século 18, e era chamado de entrudo, vindo das ilhas de colonização portuguesa da Madeira, Açores e Cabo Verde.

      Na década de 1840, nasceram os primeiros bailes de Carnaval do Brasil, e as pessoas começaram a se fantasiar e a usar máscaras que vinham da Europa. No Rio de Janeiro, os foliões se reuniam no Zé Pereira, uma espécie de bloco que saía nas ruas da cidade. O Carnaval começou a se organizar com as grandes sociedades, organizações que contavam com o apoio de políticos e escritores. No início do século 20, a festa brasileira ganhou a contribuição definitiva dos ritmos e costumes dos negros, e os ranchos passavam pelas ruas da cidade animando o Carnaval com marchinhas. Os ranchos criaram o casal de mestre-sala e porta-bandeira e deram os primeiros elementos que viriam a formar as escolas de samba. A primeira delas se chamava Deixa Falar e foi fundada no bairro do Estácio, no Rio, em 1928. O primeiro desfile de escolas de samba ocorreu em 1932. E, no Nordeste, o primeiro trio elétrico desfilou em Salvador em 1950.

         Às vezes, parece que as marchinhas de Carnaval sempre estiveram por aí. Elas são antigas mesmo, animam carnavais desde o começo do século 20. A primeira composição especialmente feita para o Carnaval foi "Ô Abre Alas", de Chiquinha Gonzaga, em 1899, antes mesmo do surgimento do samba - que só apareceu oficialmente em 1917. As festas de Carnaval tinham um papel muito importante na divulgação de músicas como "O Teu Cabelo Não Nega", de Lamartine Babo, feita em 1932, e "Me Dá um Dinheiro Aí", de Ivan Ferreira, Homero Ferreira e Glauco Ferreira, composta em 1959.

        Existe Carnaval em outros países. As comemorações são um pouco diferentes das que vemos no Brasil. A cidade de Veneza, na Itália, tem um dos carnavais mais famosos e antigos do mundo, conhecido pelas belas máscaras usadas pelos foliões. Nos Estados Unidos, é famoso o carnaval da cidade de Nova Orleans, levado pela colonização francesa e embalado pelo jazz dos negros.



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“Existe Carnaval em outros países. As comemorações são um pouco diferentes das que vemos no Brasil.” 4º§


O conector que substitui o ponto final entre os dois períodos acima, mantendo o sentido apresentado no texto, é:  
Alternativas

Gabarito comentado

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Tema central: O assunto principal desta questão é o uso adequado dos conectores, em especial das conjunções adversativas, que ligam ideias contrastantes nas orações, promovendo coesão e clareza textual. Essa análise faz parte dos conteúdos de sintaxe e interpretação de texto frequentemente cobrados em concursos.

Análise do trecho: Ao ler “Existe Carnaval em outros países. As comemorações são um pouco diferentes das que vemos no Brasil”, percebe-se uma oposição implícita: o Carnaval ocorre em outros lugares, mas de modo diverso ao brasileiro. O conector ideal é aquele que apresenta contraste.

Alternativa correta: D) Contudo

A palavra “contudo” é uma das principais conjunções adversativas, segundo a Nova Gramática do Português Contemporâneo (Cunha & Cintra). Ela introduz ideia de oposição entre fatos. Aplicando na frase:

“Existe Carnaval em outros países, contudo as comemorações são um pouco diferentes das que vemos no Brasil.”

Nota-se que o contraste entre os tipos de Carnaval é mantido e torna-se explícito. Isso garante coesão e fidelidade ao sentido original do texto.

Análise das alternativas incorretas:

  • A) Portanto: Conclusiva, indica consequência, não contraste. Exemplo: “Não estudou, portanto não passou.”
  • B) Logo: Também conclusiva. Exemplo: “Está chovendo, logo não vamos sair.”
  • C) Pois: Introduz explicação, causa ou justificativa (não oposição). Exemplo: “Saí cedo, pois estava atrasado.”
  • E) À proporção que: Indica relação de proporcionalidade ou simultaneidade (“À proporção que o tempo passa,...”). Não expressa contraste.

Dica importante: Quando o enunciado pedir para manter o sentido de contraste ou oposição, procure pelas conjunções adversativas: mas, porém, contudo, entretanto, todavia, no entanto. Já conectores como “portanto”, “logo” e “pois” indicam conclusão ou explicação, não oposição!

Resumo da regra: “As conjunções adversativas estabelecem oposição entre ideias. Seu emprego é a melhor escolha para ligar informações que contrastam, segundo a norma-padrão.”

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Letra D

Vejamos que a letra A e B referem-se a ideias conclusivas, o item C dá ideia de explicação o qual não faz sentido na frase. Já o item D dá uma ideia de adversidade e se encaixa perfeitamente no período. Veja abaixo:

“Existe Carnaval em outros países. Contudo As comemorações são um pouco diferentes das que vemos no Brasil.”

GABARITO D

A) Portanto: Expressa conclusão, o que não se aplica à relação entre as frases.

B) Logo: Indica conclusão, mas não há uma conclusão lógica na segunda frase, apenas uma informação adicional.

C) Pois: Introduz explicação ou causa, o que não se encaixa no contexto.

D) Contudo: Indica contraste ou oposição, o que se aplica, pois a segunda frase complementa a primeira, apresentando contraste.

E) À proporção que: Expressa progressão ou simultaneidade, o que não se aplica à relação entre as frases.

Diferente

D

D - Conjunção adversativa

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