Assinale V (verdadeiro) ou F (falso) para as afirmações a r...
( ) Dobrar a distância em relação ao tubo de raio-x diminui quatro vezes a exposição à radiação.
( ) Aventais e luvas de chumbo protegem o radiologista contra o feixe principal de radiação durante a realização do exame.
( ) O monitoramento individual da exposição à radiação é feito por meio de dosímetros e, de forma ideal, deveria ser utilizado um dosímetro por fora e outro por baixo do avental de chumbo.
( ) O feixe principal de radiação deve ser colimado na área de interesse, garantindo que não ultrapasse o tamanho do cassete.
A sequência numérica correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
Gabarito comentado
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Tema central: proteção radiológica em radiologia (veterinária e médica), com foco nos princípios de tempo, distância e blindagem, aplicação da lei do inverso do quadrado, colimação e dosimetria, alinhados ao princípio ALARA.
Gabarito: D — V – F – V – V.
1) Distância e dose (V) — Pela lei do inverso do quadrado, a intensidade do feixe cai proporcionalmente a 1/d². Assim, dobrar a distância do tubo reduz a exposição para 1/4. Estratégia de prova: viu “dobrar a distância = quatro vezes menos dose”, marque V. Referências: ICRP 103; IAEA Radiation Protection in Diagnostic Radiology.
2) Avental/luvas de chumbo e feixe principal (F) — EPI de chumbo (0,5 mm Pb eq) é projetado para atenuar radiação espalhada (Compton), não para permitir permanência no feixe direto. O feixe principal tem energia e fluxo que não são adequadamente bloqueados por EPI; permanecer no feixe é proibido. Diretriz clássica: nunca colocar mãos/pacientes no feixe. Referências: ICRP 120; NCRP 168; normas CNEN/ANVISA.
3) Dosimetria dupla (V) — Monitoramento ideal em quem usa avental: dois dosímetros — um por fora ao nível da clavícula/colar (estima dose em cabeça/pescoço, cristalino e tireoide) e outro por baixo do avental, na cintura/peito (estima dose corporal efetiva protegida). Esse esquema permite estimativa mais fiel das doses e vigilância do risco de catarata. Referências: ICRP 85/118/120; NCRP 122/168.
4) Colimação ao campo de interesse (V) — O feixe deve ser sempre colimado à área de interesse, sem ultrapassar o tamanho do receptor. Benefícios: menor dose ao paciente e à equipe (menos espalhamento) e melhor contraste de imagem. Referências: IAEA; ANVISA RDC 611/2022 e práticas de radiodiagnóstico.
Pegadinhas e estratégias: - “Feixe principal” ≠ radiação espalhada — lembre que EPI protege contra espalhada, não autoriza estar no feixe. - “Dobrando a distância” → regra 1/d². - “Colimação” quase sempre correta quando fala em restringir campo.
Por que as demais alternativas estão erradas:
- A (V–V–V–V): 2ª é F (EPI não protege adequadamente no feixe direto).
- B (V–V–F–F): 2ª é F; 3ª e 4ª são verdadeiras, não falsas.
- C (F–V–F–V): 1ª é V; 2ª é F; 3ª é V, não F.
- E (F–V–V–V): 1ª é V; 2ª é F.
Resumo para memorizar: distância protege muito (1/d²); nunca ficar no feixe; dosímetro fora no colar e dentro sob o avental; colimar sempre o campo mínimo necessário.
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