Acerca da dinâmica histórico-econômica e socioespacial do E...
Acerca da dinâmica histórico-econômica e socioespacial do Estado de Sergipe, julgue o item subsequente.
Os indígenas Xokó conseguiram no século XX o
reconhecimento do domínio sobre terras nas margens do rio
São Francisco.
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Alternativa correta: C – certo
Tema central da questão: A questão aborda o reconhecimento das terras indígenas dos Xokó em Sergipe, especialmente o processo de legitimação do domínio dessas terras no século XX. É um tema relevante para concursos porque exige conhecimento sobre a história indígena regional e a dinâmica fundiária no estado de Sergipe.
Resumo teórico: Os Xokó são um dos poucos povos indígenas reconhecidos em Sergipe. Eles habitam a Ilha de São Pedro e áreas próximas ao rio São Francisco, no município de Porto da Folha. Historicamente, enfrentaram diversas lutas para garantir suas terras tradicionais diante de expulsões e ocupações não indígenas. Foi apenas no século XX, especialmente nas décadas de 1970 e 1980, que, após mobilização social e apoio de órgãos federais como a Funai, conseguiram o reconhecimento oficial e legal de parte de seu território.
Fontes relevantes:
- Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI): https://www.gov.br/funai/pt-br
- IBGE – Povos Indígenas no Brasil, 2022.
- SILVA, S. C. Povos indígenas de Sergipe. Em: História de Sergipe, UFS, 2012.
Justificativa da alternativa correta: A afirmação é correta pois, de fato, os Xokó conquistaram oficialmente o direito sobre a Ilha de São Pedro e áreas adjacentes do rio São Francisco no século XX, após um longo processo de reconhecimento e demarcação promovido principalmente pela Funai. Esse episódio é um marco na luta dos povos indígenas em Sergipe pela posse de suas terras.
Estratégias para interpretação: Atenção para os marcos temporais mencionados na questão ("século XX") e os grupos específicos citados (Xokó, margens do rio São Francisco), evitando confusões com outros povos ou períodos históricos. Ler o enunciado com calma ajuda a evitar pegadinhas sobre datas ou grupos indígenas diferentes.
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Na verdade a comunidade Xocó foi identificada na Ilha de São Pedro pelos jesuítas lá no sec XVI, mas acabou sendo expulsa de lá. A comunidade voltou e fundou sua aldeia retomando a Ilha de São Pedro em 1979, mas apenas meado dos anos 90, a FUNAI homologou a Caiçara, anexando a Ilha de São Pedro, constituindo assim a terra indígena da etnia Xocó.
https://pt.wikiversity.org/wiki/Wikinativa/Xoc%C3%B3
Resposta: Certo
Às margens do São Francisco, no município de Porto da Folha é onde está localizada a única terra indígena de Sergipe, do grupo Xokós, nas ilhas de São Pedro e Caiçara. Os conflitos com os indígenas remontam o período colonial, foram escravizados pelos colonos ou aldeados pelas ordens religiosas. Em 1979 se instalaram em suas terras originárias tentando reavê-las, até que na década de 90 foi demarcada pelo Incra homologada pela Funai a Terra Indígena Xokó em São Pedro e Caiçara.
CERTO
A comunidade Xokó foi identificada pelos jesuítas na Ilha de São Pedro no século XVI, mas sofreu expulsão de suas terras originárias. Em 1979, após um longo período de resistência, os Xokó retornaram à ilha e fundaram sua aldeia, reafirmando sua presença histórica no local. No entanto, foi apenas na década de 1990 que a Fundação Nacional do Índio (FUNAI) oficializou a demarcação da Terra Indígena Caiçara, incorporando a Ilha de São Pedro e consolidando, de forma definitiva, o território da etnia Xokó.
A afirmativa sobre a dinâmica histórico-cultural e socioespacial de Sergipe é justificada pelo contexto da luta dos indígenas Xocó pelo reconhecimento de seus direitos territoriais, que reflete um processo de resistência e afirmação de identidade indígena no estado. Esse povo, tradicionalmente habitante das margens do rio São Francisco, sofreu, ao longo dos séculos, com a expulsão de suas terras, a exploração econômica e a tentativa de apagamento cultural, características comuns no processo de colonização e expansão do território brasileiro.
No século XX, a mobilização dos Xocó foi parte de um movimento maior de recuperação de direitos territoriais indígenas no Brasil, intensificado especialmente após a Constituição de 1988, que reconheceu oficialmente os direitos dos povos originários às suas terras tradicionais. Os Xocó, após décadas de lutas judiciais e políticas, conseguiram garantir o reconhecimento oficial de sua posse sobre terras localizadas no município de Porto da Folha, marcando um passo significativo na preservação de sua cultura, modo de vida e autonomia.
Essa conquista também ilustra a dimensão socioespacial de Sergipe, onde as comunidades indígenas ainda enfrentam desafios relacionados à integração, ao respeito por suas tradições e ao desenvolvimento sustentável. O caso dos Xocó evidencia como a história e a cultura do estado são marcadas por processos de resistência e pela busca de justiça social e espacial.
Em meados de 1979, os Xokó, em um processo de reconquista de suas terras, retomaram a Ilha de São Pedro e ali instalaram sua aldeia. Desde que começaram a lutar por reaver suas terras, os índios sempre reivindicaram a Caiçara, gleba que se situa às margens do São Francisco no estado de Sergipe. Finalmente nos meado dos anos 90, a Funai homologou a Caiçara, anexando a Ilha de São Pedro, constituindo assim a terra indígena da etnia Xokó. (Blog da Funai Alagoas)
Ao longo dos séculos de contato os Xokó se viram espoliados de seu território e discriminados por sua cultura, o que gerou grandes perdas. O Ritual do Ouricurí, como o vivenciado por outras etnias, quase desapareceu, estando hoje a revitalizar-se. A pratica do Toré, dança ritual consubstanciada da prática do Ouricurí, que além de sua ritualidade representa o aspecto social e lúdico caracterizado por seus trajes típicos e pinturas corporal especifica de cada etnia, conseguiu ser preservado, e é praticado com certa frequência. Além das tradições indígenas a comunidade incorporou folguedos afros, principalmente o samba de coc0, devido a convivência com negros escravizados, com quem também se relacionaram e se miscigenaram.
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