Um paciente com diagnóstico de linfoma não-Hodgkin (LNH) co...
Um paciente com diagnóstico de linfoma não-Hodgkin (LNH) comparece ao hospital, encaminhado por seu oncologista, para que sejam realizados alguns cuidados preventivos. A enfermeira chefe do plantão informa que a primeira sessão de quimioterapia está agendada para o próximo dia. O paciente apresenta exames laboratoriais recentes que mostram normalidade em função renal e hepática.
Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos correlatos, julgue o item a seguir.
O paciente, após a realização da quimioterapia, evoluiu,
poucos dias depois, para astenia, náuseas, anorexia e
vômitos, procurando novamente o hospital. Pode-se
afirmar, com tranquilidade, que esses sintomas recentes
são relacionados à toxicidade do tratamento.
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Tema central: A questão foca em diagnóstico diferencial entre efeitos colaterais da quimioterapia e complicações graves pós-tratamento em paciente com linfoma não-Hodgkin (LNH).
Análise clínica do caso: Após a primeira sessão de quimioterapia, o paciente apresentou astenia, náuseas, anorexia e vômitos. Esses sintomas são efeitos frequentes e esperados após o início da quimioterapia, mas também podem ser os primeiros sinais de síndrome de lise tumoral (SLT), uma emergência metabólica típica em tratamentos de neoplasias hematológicas como o LNH.
Justificativa da alternativa correta (“E” – errado):
Não se pode afirmar “com tranquilidade” que os sintomas recentes são apenas relacionados à toxicidade comum do tratamento, pois há necessidade de avaliar e descartar SLT.
Segundo o Manual MSD e a base UpToDate, sintomas como esses, especialmente nas primeiras 72h a 7 dias após o início da quimioterapia, podem indicar complicações graves, exigindo investigação urgente de distúrbios metabólicos — como hiperuricemia, hipercalemia e insuficiência renal aguda.
Síndrome de lise tumoral pode ser assintomática no início, mas rapidamente evoluir para quadro grave.
Portanto, a alternava “E” (ERRADO) é correta, pois seria imprudente desconsiderar outras hipóteses (RMMG, 2014).
Análise crítica da alternativa incorreta (“C”):
Marcar “C” (certo) seria um erro grave, pois negligencia a responsabilidade médica de buscar causas potencialmente fatais para sintomas pós-quimioterapia. Protocolos recomendam que qualquer sintoma sugestivo de complicação requere avaliação laboratorial: uréia, creatinina, eletrólitos, LDH, cálcio, potássio e fósforo (Instituto Oncoguia).
Como interpretar enunciados parecidos?
Sempre que sintomas indiferenciados aparecerem após início do tratamento oncológico, considere emergências oncológicas antes de atribuir aos “efeitos colaterais comuns”. Palavras como “com tranquilidade” ou “certamente” são pistas de pegadinha — desconfie em questões médicas.
É fundamental questionar toda asserção definitiva sem ampla investigação clínica e laboratorial.
Resumo: O enunciado traz sintomas inespecíficos pós-quimioterapia que podem indicar tanto efeitos adversos como SLT. Não é seguro assumir efeito colateral comum sem excluir complicação grave. Segundo diretrizes e boas práticas, a alternativa correta é “E” (errado).
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