Escolar com história de asma brônquica chega à emergência co...

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Q2807985 Medicina

Escolar com história de asma brônquica chega à emergência com dispneia ao repouso, dificuldade na fala, agitado. FR = 40 (mrp/min), FC=120 bpm, saturação de O2<90%, retrações presentes e ausência de sibilos. Crise grave anterior e uso frequente de corticoide sistêmico. A melhor conduta terapêutica é oxigênio, hidratação e uso de:

Alternativas

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A questão aborda o manejo de uma crise asmática grave em um escolar na emergência. Entender a severidade dos sintomas e as intervenções adequadas é crucial para um médico intensivista. Vamos analisar os detalhes clínicos:

Tema Central: A crise asmática grave é evidenciada pela dispneia em repouso, dificuldade na fala, agitação, frequência respiratória elevada (FR = 40 mrm/min), taquicardia (FC=120 bpm), saturação de O2 < 90%, retrações presentes e ausência de sibilos. A ausência de sibilos pode indicar um fluxo de ar perigosamente reduzido, sinal de gravidade. O histórico de crise grave anterior e uso frequente de corticoide sistêmico sugere uma asma de difícil controle.

Justificativa para a Alternativa Correta (A): A combinação de beta-2 agonistas inalatório (broncodilatadores de ação rápida) e brometo de ipratropium (anticolinérgico) é indicada para alívio imediato dos broncoespasmos. Os corticosteroides intravenosos ajudam a reduzir a inflamação das vias aéreas, e a internação na UTI pediátrica é justificada pela gravidade do quadro, necessitando de monitoramento intensivo. Esta abordagem está de acordo com diretrizes como as da Global Initiative for Asthma (GINA).

Análise das Alternativas Incorretas:

B - Brometo de ipratropium e corticoides intravenoso: A ausência de beta-2 agonistas torna essa alternativa inadequada, pois eles são fundamentais para o alívio imediato do broncoespasmo.

C - Beta-2 agonistas inalatório e corticoides intravenoso: A falta de brometo de ipratropium limita o tratamento, já que o uso combinado com beta-2 agonistas pode potencializar o alívio dos sintomas.

D - Sulfato de magnésio e corticoides intravenoso: Embora o sulfato de magnésio possa ser usado em crises graves, ele não substitui os broncodilatadores de ação rápida, que são essenciais na fase inicial do tratamento.

E - Beta-2 agonistas inalatório, brometo de ipratropium, pulsoterapia com metilprednisolona e internação na UTI pediátrica: A dose indicada para a pulsoterapia não é adequada para todos os casos e pode levar a efeitos adversos, sendo a abordagem padrão com corticosteroides mais ajustada ao manejo inicial.

É importante que o estudante de medicina intensiva compreenda não apenas o protocolo, mas também o raciocínio clínico que fundamenta as decisões terapêuticas. Entender a fisiopatologia da asma e a importância de uma abordagem integrada no manejo das crises pode salvar vidas.

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