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Q1687028 Medicina

Uma paciente de 27 anos de idade, grávida de 9 semanas, procura atendimento médico e é encaminhada pela obstetra para acompanhamento de lúpus eritematoso sistêmico (LES). Ela informa que foi diagnosticada com LES aos 20 anos de idade e relata manchas no corpo e dores articulares, porém, atualmente usando hidroxicloroquina, está muito bem controlada. Realiza-se exame de fator antinúcleo positivo (FAN) com resultado positivo 1/640 (padrão pontilhado fino) e anti-Ro/SS-A positivo. A profissional solicita que o médico clínico geral aconselhe e oriente a paciente a respeito das melhores condutas durante sua gestação.


Considerando esse caso clínico e os conhecimentos médicos correlatos, julgue o item a seguir.


A hidroxicloroquina (antimalárico), mesmo em dose baixa, não é segura na gravidez e deve ser suspensa. Poderá ser substituída por ciclosporina, que é um imunossupressor que pode ser usado com segurança na gravidez. Todavia, é bom lembrar que esse medicamento apresenta, como efeito colateral, hipertensão e aumento de creatinina, o que pode causar confusão, com lesão renal, nessa paciente.

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Tema central: A questão aborda condutas medicamentosas no lúpus eritematoso sistêmico (LES) durante a gestação, com foco na segurança da hidroxicloroquina e do imunossupressor ciclosporina.

Justificativa para a alternativa correta - ERRADO:

A afirmação está incorreta porque, ao contrário do que diz o enunciado, a hidroxicloroquina é considerada segura na gestação e deve ser mantida em pacientes com LES com doença estável. A retirada dessa medicação aumenta o risco de reativação do LES, podendo comprometer a saúde materna e fetal.

Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde (PCDT Lúpus Eritematoso Sistêmico), “o uso da hidroxicloroquina deve ser mantido durante a gestação, devido à sua eficácia e segurança materno-fetal”. O UpToDate e o Harrison’s Principles of Internal Medicine reforçam este ponto, orientando a manutenção da hidroxicloroquina nas gestantes com LES.

Análise da alternativa errada:

A indicação de suspender a hidroxicloroquina e substituí-la por ciclosporina não encontra respaldo científico. Embora a ciclosporina seja considerada medicação permissiva na gestação (PCDT Retocolite Ulcerativa, seção "Tratamento durante a gestação"), seu uso rotineiro em LES controlado não é recomendado devido a seus riscos – principalmente hipertensão e disfunção renal – problemas que podem ser confundidos com complicações próprias do lúpus gestacional.

Pegadinhas e pontos-chave:

  • Muitos candidatos podem pensar que qualquer fármaco deve ser suspenso na gestação, mas a hidroxicloroquina é exceção valiosa em LES.
  • Cuidado: o termo “não é segura” é incorreto segundo as evidências atuais e protocolos oficiais.

Estratégia para questões futuras: Fique atento às diretrizes que indicam manter tratamentos eficazes e seguros mesmo durante a gestação, principalmente em doenças autoimunes, e desconfie de propostas de troca sem justificativa baseada em protocolos ou literatura médica.

Resumo: A hidroxicloroquina não deve ser suspensa em gestantes com LES controlado; sua manutenção é respaldada por diretrizes nacionais e internacionais. Ciclosporina só seria cogitada em casos de necessidade e com critérios rigorosos.

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Comentários

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A afirmativa presente na questão está incorreta. A hidroxicloroquina é considerada segura durante a gravidez e é recomendada para pacientes grávidas com LES. Não há evidências de riscos teratogênicos ou aumento significativo de eventos adversos em fetos expostos ao medicamento. Além disso, a suspensão do medicamento pode levar a um aumento da atividade da doença, o que pode ser prejudicial para a saúde da mãe e do feto. Portanto, a paciente deve continuar usando a hidroxicloroquina durante a gravidez, desde que seja monitorada regularmente por um médico especialista em gravidez de alto risco. A substituição por ciclosporina pode ser considerada em casos de falha do tratamento com hidroxicloroquina ou quando for necessário um controle mais rigoroso da doença, mas deve ser avaliada com cuidado, pois apresenta possíveis efeitos colaterais, como hipertensão e lesão renal.

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