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Q1687010 Medicina

Homem de 50 anos de idade, assintomático, comparece à consulta médica para exames de rotina. Nega hipertensão arterial e diabetes. Nega tabagismo e uso de medicamentos de forma contínua. Informa que é etilista e ingere em torno de duas garrafas long neck de cerveja por semana. Nega história familiar de relevância. Seu peso é 80 kg e a estatura é 1,60 m, o que leva a um IMC de 31,25 kg/m². Verificam-se PA = 139 mmHg x 96 mmHg; FC = 90 bpm; FR = 18 ipm; e SatO2 em torno de 97% em ar ambiente. Os exames laboratoriais mostram hemograma normal; glicemia de jejum = 115 mg/dL; colesterol total = 236 mg/dL; HDL = 30 mg/dL; triglicerídeos = 196 mg/dL; TSH = 3,5; e creatinina = 0,8 mg/dL.


Com relação a esse caso clínico e com base nos conhecimentos médicos correlatos, julgue o item a seguir.


O paciente fez uso de sinvastatina em dose plena para tentar alcançar a meta do tratamento proposto por seu médico e retornou com resultado de exame de LDL = 90 mg/dL. Nesse caso, a melhor opção é associar ezetimibe ao tratamento.

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Tema central da questão: O tema aqui é dislipidemia, manejo do paciente de risco moderado/elevado e adequação da terapia hipolipemiante quando a meta de LDL-C não é alcançada apenas com estatina em dose máxima tolerada.

Justificativa para a alternativa correta (C - Certo):
Segundo as diretrizes nacionais, quando um paciente em uso de estatina em dose plena (máxima tolerada) não atinge a meta de LDL-C, a associação de ezetimibe é a conduta recomendada. No caso apresentado, o paciente já tinha fatores de risco relevantes (obesidade grau I, dislipidemia mista, HDL baixo, glicemia alterada em jejum) e o LDL-C permaneceu acima das metas recomendadas para este perfil mesmo após o uso pleno de sinvastatina.

Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose – 2025:

“Quando não se atinge a meta com a terapia citada, intensifica-se a terapia com ezetimibe, caso ainda não esteja em uso, ou com anti-PCSK9” (Diretriz SBC, 2025).

Além disso, o estudo IMPROVE-IT reforça os benefícios dessa associação em diminuir riscos e eventos cardiovasculares.

Portanto, a conduta indicada e respaldada pelas melhores evidências e protocolos é associar ezetimibe.

Análise da alternativa incorreta (E – Errado):

A alternativa “Errado” ignora as diretrizes modernas. Não associar ezetimibe nessas condições prolonga o tempo em que o paciente permanece exposto a riscos cardiovasculares elevados, indo contra as boas práticas clínicas.

Orientação para concursos: Atenção para pegadinhas: sempre avalie se o paciente já está em dose máxima tolerada de estatina e não alcançou a meta de LDL-C; a partir daí, a recomendação clara é a associação de um segundo agente, geralmente o ezetimibe, antes do uso de anti-PCSK9. Fique atento ao uso das palavras “meta”, “dose plena”, e analise o risco global do paciente!

Resumo: O caso exemplifica exatamente o que é preconizado pelas diretrizes brasileiras recentes e pela literatura internacional, embasando a alternativa C (Certo) como a única correta.

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Comentários

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A questão refere-se a um caso clínico de um homem de 50 anos que compareceu a uma consulta médica para exames de rotina. O texto apresenta informações sobre o histórico médico do paciente, incluindo sua ingestão semanal de álcool, pressão arterial, frequência cardíaca, exames laboratoriais e medicamentos utilizados. A afirmação em questão é que, se o paciente fez uso de sinvastatina em dose plena e retornou com resultado de exame de LDL = 90 mg/dL, a melhor opção seria associar ezetimibe ao tratamento. Essa afirmação é verdadeira, pois o ezetimibe é frequentemente usado em combinação com estatinas para reduzir o colesterol LDL em pacientes com hipercolesterolemia. Além disso, a orientação atual sugere que a terapia com estatinas deve ser intensificada para pacientes com um risco maior de eventos cardiovasculares.

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