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Q1687007 Medicina

Homem de 50 anos de idade, assintomático, comparece à consulta médica para exames de rotina. Nega hipertensão arterial e diabetes. Nega tabagismo e uso de medicamentos de forma contínua. Informa que é etilista e ingere em torno de duas garrafas long neck de cerveja por semana. Nega história familiar de relevância. Seu peso é 80 kg e a estatura é 1,60 m, o que leva a um IMC de 31,25 kg/m². Verificam-se PA = 139 mmHg x 96 mmHg; FC = 90 bpm; FR = 18 ipm; e SatO2 em torno de 97% em ar ambiente. Os exames laboratoriais mostram hemograma normal; glicemia de jejum = 115 mg/dL; colesterol total = 236 mg/dL; HDL = 30 mg/dL; triglicerídeos = 196 mg/dL; TSH = 3,5; e creatinina = 0,8 mg/dL.


Com relação a esse caso clínico e com base nos conhecimentos médicos correlatos, julgue o item a seguir.


O paciente é considerado de risco cardiovascular intermediário.

Alternativas

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Tema central: Estratificação do risco cardiovascular global em paciente adulto, usando critérios clínicos e laboratoriais preconizados por diretrizes nacionais atuais.

Comentário e Fundamentação: O paciente apresenta múltiplos fatores de risco cardiovascular: idade (50 anos), sexo masculino, obesidade grau I (IMC 31,25 kg/m²), dislipidemia (colesterol total 236 mg/dL, HDL-C baixo – 30 mg/dL, triglicerídeos 196 mg/dL), glicemia de jejum alterada (115 mg/dL), além de pressão arterial limítrofe (139/96 mmHg).

Segundo a “Diretriz Brasileira de Prevenção Cardiovascular – 2019”, a classificação de risco alto se aplica a indivíduos com:

  • Diabetes MELITO;
  • Doença arterial carotídea, doença aterosclerótica manifesta ou risco estimado em 10 anos >20% pelo ERG de Framingham;
  • LDL-C ≥ 190 mg/dL;
  • Ou múltiplos fatores de risco relevantes (como no caso apresentado).

Trecho da Diretriz, p. 14:Considera-se de alto risco indivíduos com múltiplos fatores de risco mesmo sem doença clínica estabelecida.

Ao utilizar o Escore de Framingham ou o cálculo simplificado da Estratégia HEARTS, o paciente alcança escore para alto risco cardiovascular. A glicemia alterada, pressão alta, HDL baixo e obesidade contribuem fortemente para isso. Não há história familiar nem tabagismo, mas isto não reduz o escore a ponto de classificá-lo como apenas risco intermediário – esta é a pegadinha da questão!

Estratégia de Prova:
Cuidado: muitos alunos classificam pacientes como intermediários só pela ausência de história familiar, tabagismo ou lesão de órgão-alvo. Neste caso, a soma dos fatores de risco predispõe à classificação de risco elevado!

Análise das Alternativas:

  • (C) Certo: Incorreta. Afirmar risco intermediário está em desacordo com as diretrizes, pois múltiplos fatores já reclassificam para risco elevado.
  • (E) Errado: Correta. O paciente não é de risco intermediário, mas sim alto risco cardiovascular. Diretrizes brasileiras e internacionais sustentam essa classificação.

Resumindo: Segundo as principais diretrizes, o paciente é de ALTO risco cardiovascular. A alternativa correta, portanto, é a E) Errado.

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Comentários

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A afirmativa está incorreta. De acordo com os dados apresentados no texto, o paciente é classificado como de risco cardiovascular elevado. Isso se deve ao fato de que ele apresenta hipertensão arterial, colesterol total elevado, HDL baixo e glicemia de jejum alterada. Além disso, seu IMC indica obesidade, o que é um fator de risco adicional para doenças cardiovasculares. Portanto, o paciente deve ser avaliado e tratado com medidas para redução de risco cardiovascular.

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