Homem de 58 anos apresenta dor torácica opressiva há cerca d...

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Q3795381 Medicina
Homem de 58 anos apresenta dor torácica opressiva há cerca de 40 minutos e, durante a avaliação no pronto atendimento, evolui com colapso súbito, inconsciente e sem pulso. A monitorização mostra fibrilação ventricular. Realiza-se desfibrilação imediata, seguida de ressuscitação cardiopulmonar (RCP) de alta qualidade por 2 minutos. Ao final desse ciclo, procede-se à reavaliação do ritmo, que permanece em fibrilação ventricular. Qual deve ser a próxima conduta?
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: American Heart Association (AHA). Adult Cardiac Arrest Algorithm (VF/pVT/Asystole/PEA), 2025: “Shock” e “Shock Energy for Defibrillation • Biphasic: Manufacturer recommendation (eg, initial dose of 120-200 J); if unknown, use maximum available. Second and subsequent doses should be equivalent, and higher doses may be considered. • Monophasic: 360 J”.

Tema central: Algoritmo ACLS em FV
Análise das alternativas
A
Errada
Está incorreta porque inverte a ordem do algoritmo. A base é expressa ao afirmar que, persistindo FV após o primeiro ciclo, a próxima medida é novo choque, não adrenalina antes da desfibrilação. O trecho de apoio relevante é: “CPR 2 min • IV/IO access • Epinephrine every 3-5 min • Consider advanced airway, capnography”, o que situa a adrenalina em etapa subsequente ao segundo choque, durante o ciclo de RCP, e não como substitutivo da segunda desfibrilação.
B
Errada
Está incorreta por antecipar indevidamente a amiodarona. A base informa que, nessa fase descrita, a medida imediata ainda é novo choque. O antiarrítmico aparece depois, no bloco “CPR 2 min • Amiodarone or lidocaine • Treat reversible causes”, ou seja, após choques subsequentes, durante RCP, e não antes do próximo choque na primeira reavaliação ainda em FV.
C
Certa
A alternativa C corresponde à sequência prevista para FV/pVT persistente após o primeiro ciclo pós-choque: reavaliado o ritmo e mantida a fibrilação ventricular, impõe-se nova desfibrilação imediata e retomada da RCP por 2 minutos. O suporte normativo da base é expresso ao indicar “Shock” nessa etapa e, quanto à energia, “Biphasic: Manufacturer recommendation ... if unknown, use maximum available. Second and subsequent doses should be equivalent, and higher doses may be considered”. A própria base ressalva que 200 J não é valor único obrigatório, mas o item permanece correto porque preserva o núcleo decisivo: segundo choque bifásico imediato, seguido de RCP.
D
Errada
Está incorreta porque transforma medida acessória em prioridade e posterga conduta obrigatória do algoritmo. A base admite considerar via aérea avançada no trecho “CPR 2 min • IV/IO access • Epinephrine every 3-5 min • Consider advanced airway, capnography”, mas também deixa claro que, em ritmo chocável persistente, a próxima conduta é “Shock”. Portanto, a via aérea avançada não pode justificar adiamento da desfibrilação.
E
Errada
Está incorreta porque generaliza a energia de 360 J como regra do caso sem suporte no enunciado. A base distingue expressamente: “Biphasic: Manufacturer recommendation (eg, initial dose of 120-200 J); if unknown, use maximum available. Second and subsequent doses should be equivalent, and higher doses may be considered. • Monophasic: 360 J”. Como o enunciado não informa desfibrilador monofásico, não se pode impor 360 J monofásico. Nos aparelhos bifásicos, a energia segue a recomendação do fabricante ou, se desconhecida, a máxima disponível.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre a conduta imediatamente seguinte à FV persistente após o primeiro ciclo pós-choque e as medidas que entram depois no algoritmo, especialmente adrenalina, amiodarona e via aérea avançada.
Dica para questões semelhantes
  • Se a reavaliação após 2 minutos de RCP mostrar que a FV/pVT persiste, pense primeiro em novo choque; drogas não substituem essa etapa.
  • Adrenalina entra no ciclo subsequente ao segundo choque; não é a próxima medida imediata após a primeira rechecagem ainda chocável.
  • Amiodarona é adjuvante em etapa posterior do algoritmo, durante RCP, após choques subsequentes.
  • Não universalize 360 J: essa referência é para monofásico; no bifásico, vale a recomendação do fabricante ou, se desconhecida, a energia máxima disponível.

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