Em relação à falta de dados sobre o desfecho em ensaios clín...

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Q2418926 Medicina

Em relação à falta de dados sobre o desfecho em ensaios clínicos (missing), pode ser considerada de importância menor quando

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Tema central: A questão aborda a relevância da falta de dados (missing data) em ensaios clínicos — ponto crucial na Epidemiologia Clínica e na Medicina baseada em evidências para a validação dos resultados de pesquisas.

Em ensaios clínicos, dados ausentes podem ocorrer por diversos motivos (como abandono, falhas ou perda de seguimento), comprometendo potencialmente a validade e a força das conclusões do estudo. A análise estatística dessas situações geralmente envolve métodos como imputação de dados, mas a confiança nos resultados exige um exame adicional: a análise de sensibilidade.

Justificativa para a alternativa correta (A):
O impacto dos dados ausentes pode ser considerado de menor importância quando uma análise de sensibilidade robusta mostra que a exclusão desses dados não altera o desfecho do estudo. Em outras palavras, se diferentes métodos ou cenários para tratar os dados ausentes indicam que o resultado permanece estável, o risco de viés é mínimo. Segundo literatura internacional, inclusive em diretrizes do CONSORT Statement (Consolidated Standards of Reporting Trials), a condução e relato de análises de sensibilidade são recomendados para demonstrar a robustez dos achados frente a dados faltantes.

Análise das alternativas incorretas:

B e C: Afirmam pontos de corte (10% ou 15%), mas não há consenso científico para valores específicos de tolerância na ausência dos dados em ensaios clínicos. Mesmo pequenas proporções podem gerar importante viés, dependendo da natureza dos dados ausentes e dos desfechos do estudo. Assim, a porcentagem isolada jamais elimina a necessidade de análise de sensibilidade.

D: Diz ser impossível atribuir menor importância à falta de dados, o que é incorreto. Se a análise de sensibilidade descarta impacto, é sim possível considerar a ausência como de menor importância.

E: A perda não aleatória tende a aumentar o risco de viés, pois pode indicar consequências sistemáticas para os resultados do estudo.

Estratégia para provas: Fique atento ao uso de termos categóricos (“nunca”, “sempre”) e à tentação de confiar apenas em percentuais. O mais relevante é o impacto prático verificado via análise de sensibilidade, conforme reforçado pelas diretrizes metodológicas e pela literatura de referência, como as recomendações do “Epidemiologia Clínica”, de Fletcher & Fletcher.

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