Em 1999, o governo realizou um acordo com o FMI a fim de obt...
Em 1999, o governo realizou um acordo com o FMI a fim de obter ajuda externa para contornar a crise eminente.
Em relação a esse acordo, suas características e expectativas, assinale V para a afirmativa verdadeira e F para a falsa.
( ) O acordo contemplou um aumento da meta de superávit primário como uma das garantias de liberação de recursos.
( ) A expectativa é que a redução futura das taxas de juros permitiria a redução do percentual da dívida pública em relação ao PIB.
( ) No acordo, a política monetária ficaria travada, não permitindo elevações dos juros no curto prazo.
As afirmativas são, respectivamente,
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Vamos analisar a questão para entender a alternativa correta e explicar detalhadamente cada uma das afirmativas.
Tema Central: O tema da questão é o acordo do Brasil com o FMI em 1999, um evento crucial para a economia do país naquela época. Esse acordo visava estabilizar a economia brasileira em meio a uma crise econômica. Compreender os detalhes desse acordo é essencial para um economista, pois ele envolveu políticas fiscais e monetárias que são fundamentais no estudo da macroeconomia.
Resumo Teórico: Em 1999, após uma série de crises econômicas, o Brasil firmou um acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para conseguir empréstimos e apoio financeiro. Esse tipo de acordo geralmente envolve compromissos por parte do país, como a implementação de medidas fiscais e monetárias rigorosas, para garantir que a economia se estabilize.
Justificativa da Alternativa Correta (C - V, V e F):
- (V) Aumento da meta de superávit primário: O acordo com o FMI em 1999 realmente incluiu um aumento na meta de superávit primário. Este era um dos requisitos para garantir a liberação dos recursos, pois o superávit primário é essencial para controlar o endividamento público e gerar confiança nos investidores.
- (V) Expectativa de redução futura das taxas de juros: Havia sim a expectativa de que, com o tempo e à medida que a economia se estabilizasse, as taxas de juros poderiam ser reduzidas. Isso, por sua vez, ajudaria a diminuir o percentual da dívida pública em relação ao PIB, já que taxas de juros mais baixas reduzem o custo do serviço da dívida.
- (F) Política monetária travada: Essa afirmação é falsa. O acordo não exigia que a política monetária ficasse travada, impedindo elevações dos juros. Pelo contrário, a política monetária poderia ser ajustada conforme necessário para controlar a inflação e estabilizar a moeda, e elevações de juros poderiam ocorrer se fossem necessárias para esses objetivos.
Análise das Alternativas Incorretas:
- A - V, V e V: Esta alternativa é incorreta porque a última afirmativa é falsa, como explicado acima.
- B - V, F e V: Esta alternativa é incorreta porque a segunda afirmativa é verdadeira, conforme explicado.
- D - F, V e F: Esta alternativa é incorreta porque a primeira afirmativa é verdadeira.
- E - F, F e F: Esta alternativa é incorreta porque as duas primeiras afirmativas são verdadeiras.
Compreender o contexto histórico e econômico deste acordo é de suma importância para um economista, pois ele ilustra a aplicação prática de conceitos de política fiscal e monetária em cenários de crise.
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O entendimento com a comunidade financeira internacional disponibilizará para o País mais de US$ 41 bilhões, dos quais cerca de US$ 37 bilhões poderão estar disponíveis, se necessário, ao longo dos próximos doze meses. Deste total, US$ 9 bilhões estarão disponíveis imediatamente quando da aprovação do programa pelo Fundo. Outra parcela do mesmo valor poderá estar disponível, no início de 1999, mesmo antes da primeira revisão trimestral do acordo, por solicitação do governo brasileiro através de um novo mecanismo denominado "parcela antecipável" (floating tranche), que pode ser utilizada se o programa estiver se desenvolvendo conforme o previsto.
O programa acertado com o FMI, Banco Mundial, Banco Interamericano de Desenvolvimento e BIS inclui, além das metas fiscais, compromissos com a estabilidade macroeconômica, com a manutenção de uma firme disciplina monetária e da atual política cambial, bem como com a continuação da abertura econômica. O programa baseia-se no forte ajuste fiscal que o Brasil já está implementando este ano, bem como nas reformas constitucionais da Previdência, da Administração Pública e do regime fiscal, incluindo a do sistema tributário.
Mais sobre: http://www.fazenda.gov.br/noticias/1998/r981113
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