A necropsia é uma técnica fundamental em patologia veteriná...

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Q3541516 Veterinária

A necropsia é uma técnica fundamental em patologia veterinária, permitindo uma análise minuciosa dos órgãos e tecidos de animais após a morte. Esse procedimento é essencial para identificar as causas de doenças, estudar padrões epidemiológicos e entender melhor as condições patológicas em animais. Patologistas veterinários utilizam técnicas específicas durante a necropsia para garantir a coleta adequada de amostras, preservar a integridade dos órgãos e fornecer diagnósticos precisos. Além de fornecer informações valiosas para a medicina veterinária, a necropsia também é crucial para monitorar a saúde das populações animais e garantir a segurança alimentar.


Qual das seguintes afirmativas sobre técnicas de necropsia NÃO é verdadeira? 

Alternativas

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Tema central: técnicas de necropsia veterinária e seus objetivos práticos (diagnóstico de doenças, especialmente infecciosas; coleta e fixação de amostras; sequência técnica do exame). Entender como cada etapa afeta a qualidade do diagnóstico é crucial na Patologia Clínica Veterinária.

Alternativa correta (NÃO verdadeira): A
Afirmar que a necropsia post-mortem “não é eficaz” para identificar doenças infecciosas é falso. A necropsia é uma das principais ferramentas para suspeitar e confirmar doenças infecciosas, combinando achados macroscópicos (ex.: pneumonia fibrinosa, necroses, linfadenomegalia) com histopatologia, colorações especiais (Gram, Ziehl-Neelsen), imuno-histoquímica, cultura e PCR. É fundamental em vigilância e surtos, conforme manuais e diretrizes da WOAH/OIE e textos de referência como Zachary & McGavin – Pathologic Basis of Veterinary Disease e Jubb, Kennedy & Palmer’s Pathology of Domestic Animals.

Análise das demais alternativas (verdadeiras):

B) Fixação adequada para histopatologia — Verdadeira. A fixação em formalina tamponada a 10% é essencial para preservar arquitetura celular/tecidual, evitando autólise e artefatos. Boas práticas: fragmentos de 0,3–0,5 cm de espessura e volume de fixador ≈ 10:1 (fixador:tecido). Referências: Zachary & McGavin; Jubb, Kennedy & Palmer.

C) Exame macroscópico orienta a causa da morte — Verdadeira. Lesões como hemopericárdio, torsão esplênica, enterite fibrinonecrótica, hepatomegalia com congestão ou edema pulmonar direcionam hipóteses e amostragens, guiando exames complementares. Padrões morfológicos são basilares na patologia diagnóstica (mesmas referências).

D) Abrir a cavidade torácica antes da abdominal em pequenos animais — Considerada aceitável/verdadeira em muitos protocolos de necropsia de pequenos animais, especialmente quando se deseja coleta estéril de vias aéreas/pleura e avaliação imediata de cavidade torácica sem risco de contaminação por conteúdo abdominal ou manipulação prévia das vísceras. A sequência pode variar conforme o objetivo, desde que se registre a integridade do diafragma e, quando houver suspeita de pneumotórax, realize-se teste apropriado antes da abertura ampla. Manuais de necropsia (AFIP/Joint Pathology Center; Jubb, Kennedy & Palmer) destacam que a ordem pode ser adaptada ao caso.

Como resolver na prova (estratégia): desconfie de termos absolutos como “não é eficaz” (Alternativa A). Em Patologia, exceções são comuns e a necropsia é reconhecidamente central no diagnóstico, inclusive de infecciosas. Verifique também princípios universais (fixação, exame macro) — costumam ser verdadeiros.

Referências essenciais: Zachary JF. Pathologic Basis of Veterinary Disease; Maxie MG (ed.). Jubb, Kennedy & Palmer’s Pathology of Domestic Animals; Diretrizes WOAH/OIE para colheita pós-morte; AFIP/JPC Necropsy Procedures.

Gabarito: A

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