É fundamental que os patologistas veterinários estejam bem ...
É fundamental que os patologistas veterinários estejam bem versados em técnicas de eutanásia que sejam humanas, eficazes e que causem o mínimo de estresse aos animais. Além disso, é essencial respeitar as diretrizes éticas e legais que regulamentam a eutanásia, garantindo que o procedimento seja realizado com compaixão e cuidado.
Quais das seguintes afirmativas sobre técnicas de eutanásia em animais são verdadeiras?
I. A administração intravenosa de agentes barbitúricos é uma técnica amplamente aceita e recomendada para eutanásia em pequenos animais.
II. A eletrocussão é uma técnica apropriada para eutanásia em animais de grande porte, como bovinos e equinos.
III. A inalação de gás anestésico, como o isoflurano, é uma técnica aprovada para eutanásia em aves.
IV. A decapitação é uma técnica humanitária e aceitável para eutanásia em animais de laboratório, como roedores.
V. A sobredosagem de sedativos é uma prática segura e eficaz para eutanásia em animais domésticos.
Gabarito comentado
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Tema central: técnicas de eutanásia que promovem rápida perda de consciência, morte previsível e mínimo estresse, seguindo diretrizes científicas e legais (AVMA Guidelines; CFMV Res. 1000/2012; OIE/WOAH).
Gabarito: Alternativa A (I, II e III)
I. Barbitúricos IV em pequenos animais – verdadeiro. A administração intravenosa de pentobarbital (ou associações barbitúricas) é considerada padrão-ouro pela AVMA e pelo CFMV: induz inconsciência em segundos e morte por depressão cardiorrespiratória de forma rápida e previsível. Recomenda-se sedação prévia para reduzir ansiedade e facilitar o acesso venoso.
II. Eletrocussão em grandes animais – verdadeiro (aceitável com condições). A passagem controlada de corrente cérebro-coração pode causar inconsciência imediata seguida de fibrilação/paro. É aceitável com condições quando há equipamento apropriado, equipe treinada, protocolos de segurança e, preferencialmente, contenção/sedação prévia. Observação: em bovinos e equinos, outras técnicas (ex.: pistola de dardo cativo/arma de fogo, barbitúrico) são frequentemente preferidas em campo; a eletrocussão exige infraestrutura.
III. Inalação de anestésicos (isoflurano) em aves – verdadeiro. Anestésicos halogenados em câmara são aprovados com condições, sobretudo para aves pequenas: induzem anestesia profunda e morte subsequente. É preciso controle de concentração/fluxo, evitar exposição ocupacional e minimizar aversão (ex.: câmara pré-preenchida).
IV. Decapitação em roedores – falso (na forma ampla). As diretrizes classificam como aceitável com condições apenas quando cientificamente justificada, com guilhotina adequada, manutenção rigorosa, operador treinado e, preferencialmente, sedação prévia. Como regra geral e humanitária irrestrita, a afirmação é excessiva.
V. “Sobredose de sedativos” em domésticos – falso. Sedativos/tranquilizantes isolados (ex.: acepromazina, benzodiazepínicos) não garantem morte e podem levar a depressão incompleta e sofrimento. Eutanásia requer agente letal apropriado (p. ex., barbitúrico IV) ou métodos físicos aprovados.
Por que as alternativas incorretas caem:
B (I, II, IV): inclui IV, que é incorreta nos termos propostos. C (I, III, V): inclui V, incorreta. D (III, IV, V): contém duas incorretas (IV e V) e omite I e II, ambas verdadeiras.
Estratégia de prova: Palavras como “aceitável com condições” indicam que o método depende de treinamento, equipamento e justificativa. Desconfie de afirmações amplas (“humanitária e aceitável” sem ressalvas) e da pegadinha “sobredose de sedativos” (não é sinônimo de eutanásia).
Referências essenciais: AVMA Guidelines for the Euthanasia of Animals (2020/2023); CFMV Resolução nº 1000/2012 (Procedimentos de eutanásia); OIE/WOAH Terrestrial Code – Killing of animals for disease control purposes.
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