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Q3541508 Veterinária

Na clínica médica veterinária e cirúrgica, a avaliação do prognóstico e a escolha do tratamento adequado são fundamentais para o cuidado eficaz dos pacientes. Veterinários utilizam uma variedade de técnicas de diagnóstico para estimar o prognóstico, levando em conta fatores como a natureza da doença, a resposta ao tratamento e a saúde geral do animal. Os tratamentos podem incluir terapias medicamentosas avançadas, intervenções cirúrgicas especializadas, fisioterapia e outras abordagens terapêuticas para garantir a recuperação e a qualidade de vida dos animais.


Quais das seguintes afirmações sobre prognóstico e tratamento em medicina veterinária são verdadeiras?

Alternativas

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Tema central: Prognóstico e tratamento em clínica médica e cirúrgica veterinária dependem de avaliação individual: natureza da doença, comorbidades, resposta terapêutica e condição geral. O manejo é multimodal, combinando fármacos, cirurgia e terapias adjuvantes, sempre com foco em evidências e na qualidade de vida.

Alternativa correta — B: “O tratamento com quimioterapia é uma opção viável para alguns tipos de câncer em animais de estimação.” Verdadeiro. Em cães e gatos, protocolos quimioterápicos têm eficácia e toxicidade manejável (doses e metas diferentes das humanas). Exemplos: linfoma (CHOP), mastocitoma (vinblastina/prednisona ± toceranib), osteossarcoma (carboplatina adjuvante), TVT (vincristina), carcinoma urotelial (piroxicam ± quimioterápico). Objetivo frequente: controle da doença com preservação de bem-estar. Referências: Withrow & MacEwen’s Small Animal Clinical Oncology; ACVIM; VCOG-CTCAE (toxicidade).

Análise das incorretas

A. “A idade do animal não afeta o prognóstico…” Falso. Idade por si não é a única variável, mas influencia prognóstico via reserva fisiológica, farmacocinética e comorbidades (DCC, DRC, endocrinopatias), impactando resposta e risco anestésico. Diretrizes AAHA/AAFP de cuidados ao paciente sênior e Ettinger (Veterinary Internal Medicine) reforçam avaliação geriátrica para estimar prognóstico.

C. “A acupuntura é eficaz apenas para doenças musculoesqueléticas…” Falso por ser absolutista. Há evidência de benefício sobretudo em dor e disfunções musculoesqueléticas, mas também como adjuvante em neurogênicas (ex.: dor em IVDD), gastrointestinais (motilidade, náusea) e dor crônica, embora a qualidade da evidência varie. Diretrizes de dor WSAVA/AAHA citam acupuntura como componente multimodal, não restrita a um único sistema.

D. “Tratamentos homeopáticos são amplamente aceitos e comprovados…” Falso. Não há evidência robusta de eficácia além de placebo; não são considerados terapias baseadas em evidência pelas principais entidades. Posições da RCVS (2017) e da AVMA indicam ausência de comprovação e desaconselham como substitutos de terapias efetivas.

Estratégia de prova: Desconfie de termos absolutos como “apenas”, “não afeta”, “amplamente comprovados” — frequentemente incorretos. Prefira enunciados moderados e alinhados à prática baseada em evidências, como “opção viável para alguns tipos”.

Referências essenciais: Withrow & MacEwen’s Small Animal Clinical Oncology; Ettinger & Feldman – Textbook of Veterinary Internal Medicine; AAHA/AAFP Senior Care Guidelines; VCOG-CTCAE; WSAVA/AAHA Pain Management Guidelines; AVMA e RCVS statements sobre homeopatia.

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