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Q3541507 Veterinária

No contexto cirúrgico, a avaliação precisa do estado de saúde do animal, incluindo a presença de condições préexistentes, é fundamental para determinar a viabilidade da cirurgia e minimizar riscos pós-operatórios. Uma combinação de habilidade clínica, tecnologia avançada e interpretação precisa de dados diagnósticos é essencial para oferecer cuidados abrangentes e eficazes aos animais.



Qual dos seguintes métodos diagnósticos é mais apropriado para avaliar a integridade de estruturas internas e detectar anomalias em tempo real durante uma cirurgia?

Alternativas

Gabarito comentado

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Tema central: avaliação intraoperatória em tempo real para verificar integridade de estruturas internas e orientar decisões cirúrgicas com segurança.

Alternativa correta: C – Ultrassonografia Intraoperatória

A ultrassonografia permite imagem dinâmica em tempo real, com excelente avaliação de tecidos moles e uso de Doppler para checar perfusão e fluxo vascular. No transoperatório, o transdutor estéril pode ser posicionado diretamente sobre órgãos (fígado, baço, rins, intestinos) para: detectar lesões ocultas, guiar biópsias, identificar hemorragia ou coleções, e avaliar a viabilidade tecidual via Doppler. É rápido, seguro, não usa radiação e não exige deslocar o paciente. Referências: Fossum – Small Animal Surgery; Slatter’s; recomendações práticas da ACVS e revisões no UpToDate sobre ultrassonografia intraoperatória.

Por que as demais estão incorretas?

A – Ressonância Magnética (RM): embora tenha altíssimo contraste de tecidos moles, não é prática intraoperatoriamente: requer sala dedicada, ausência de instrumentos ferromagnéticos, tempo prolongado e imobilidade absoluta. Não fornece visualização contínua no campo cirúrgico comum; o uso intraoperatório é raro e altamente especializado.

B – Radiografia Convencional: gera imagens estáticas em 2D, com baixa sensibilidade para tecidos moles e necessidade de reposicionamento. Envolve radiação ionizante e não oferece avaliação dinâmica de fluxo ou compressibilidade. Serve mais para ortopedia e cavidade torácica em pré/pós, não para avaliação detalhada em tempo real durante o ato cirúrgico.

D – Tomografia Computadorizada (TC): ótima para detalhes anatômicos e reconstruções 3D, porém não é em tempo real, utiliza radiação, costuma exigir deslocamento do paciente e logística complexa. Intraoperative CT existe, mas é raro na rotina veterinária e não oferece a mesma interação dinâmica do ultrassom no campo.

Estratégia de prova: Ao ler termos como “tempo real” e “durante a cirurgia”, pense em modalidades que sejam dinâmicas, seguras e portáteis. Fluoroscopia seria opção para ossos/implantes (não listada). Para tecido mole, a resposta recai no ultrassom intraoperatório.

Pérolas clínicas: No transoperatório, use Doppler para checar fluxo mesentérico e viabilidade intestinal, identificar vias biliares e coledoco, mapear vasos porta e detectar líquido livre. Limitações: ar e osso dificultam a imagem, mas com acesso direto na cirurgia isso é minimizado.

Base científica: A literatura cirúrgica veterinária (Fossum; Slatter’s) e fontes como ACVS/UpToDate destacam a ultrassonografia intraoperatória como método de escolha para orientação e avaliação dinâmica em tecido mole.

Gabarito: C – Ultrassonografia Intraoperatória

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