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Q3541505 Veterinária

A prevenção e controle de doenças em animais são fundamentais para a saúde pública, a segurança alimentar e o bem-estar animal. Estratégias eficazes envolvem medidas preventivas como vacinação, higiene, biosseguridade e monitoramento epidemiológico. Além disso, a rápida detecção e resposta a surtos são vitais para evitar a disseminação de doenças. O controle adequado muitas vezes requer colaboração entre veterinários, agricultores e autoridades de saúde pública para implementar protocolos rigorosos, promover educação contínua e garantir a conformidade com regulamentações sanitárias.


Qual das seguintes afirmações é uma medida eficaz na prevenção e controle de doenças animais? 

Alternativas

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Tema central: prevenção e controle de doenças animais com foco em biosseguridade, vacinação, higiene e vigilância. Em provas, procure a opção que reduz risco de introdução e disseminação de agentes infecciosos e que esteja alinhada a diretrizes da WOAH (antiga OIE) e FAO.

Alternativa correta: C — Isolamento e quarentena de recém-chegados

Medida-chave de biosseguridade: separar animais novos ou retornados por um período (geralmente 14–30 dias), com observação clínica diária, testes diagnósticos conforme o risco (p. ex., brucelose, IBR/BVD, CAE/maedi-visna), atualização de vacinas, controle de ecto/endoparasitas e higienização dedicada (equipamentos e EPIs próprios). Isso bloqueia a entrada silenciosa de patógenos no rebanho. Diretrizes: WOAH – Terrestrial Animal Health Code e guias de biosseguridade da FAO recomendam quarentena como primeira barreira de prevenção; no Brasil, normas do MAPA sustentam quarentena e controle sanitário na movimentação animal.

Por que as outras estão incorretas?

A) “Erradicar todas as espécies de insetos” é inviável e ecologicamente incorreto. Muitos insetos são benéficos; além disso, vetores se adaptam e recolonizam. A prática recomendada é Controle Integrado de Vetores (manejo ambiental, barreiras físicas, inseticidas direcionados, rotação de princípios ativos) conforme FAO/WOAH. “Erradicação total” é palavra-armadilha.

B) Introduzir deliberadamente animais doentes para “imunidade coletiva” é antiético, ilegal e perigoso. A exposição natural resulta em doença, mortalidade, variação antigênica e reservatórios crônicos (ex.: BVD, brucelose). A via correta é vacinação e biosseguridade. WOAH e MAPA contraindicam práticas que deliberadamente disseminem patógenos.

D) Expor jovens a ambientes externos desconhecidos aumenta estresse (imunossupressão) e contato com patógenos. O manejo recomendado é ambiente controlado, colostragem adequada, vacinação, densidade e higiene ajustadas, além de introdução gradual e somente após quarentena.

Estratégia de prova: 1) Prefira opções que quebram cadeias de transmissão (quarentena, vacinação, higiene). 2) Desconfie de termos absolutos como “todas”, “sempre”, “nunca”. 3) Rejeite propostas que aumentem risco (exposição deliberada, introdução de doentes). 4) Lembre: biosseguridade = barreiras, segregação, limpeza, monitoramento.

Gabarito: C

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