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Q3700915 Pedagogia
Em Conversando sobre violência e convivência nas escolas, Abramovay et al. (2012) afirmam que, na escola, deve-se empreender uma tentativa de “desnaturalização” dos preconceitos que, muitas vezes, são considerados “normais” ou “comuns”. Outro entrave, ao se trabalhar esse problema, é a visão de que a discriminação existe, mas que é sempre praticada “pelo outro”. Assim, no contexto das diversas formas de discriminação, entre outras ações, a obra recomenda
Alternativas

Gabarito comentado

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Alternativa correta: E

Tema central: a questão trata da desnaturalização de preconceitos na escola e de ações eficazes para enfrentar discriminações (racismo, homofobia, capacitismo etc.). Trata-se de promover acolhimento, responsabilização e formação docente para uma escola inclusiva e democrática.

Resumo teórico objetivo: a escola democrática não omite diferenças nem as "neutraliza" como se não existissem; ao contrário, precisa nomeá-las, acolher vítimas, criar mecanismos de denúncia e prevenir práticas discriminatórias por meio da formação de profissionais. Isso está em sintonia com a LDB (Lei nº 9.394/1996), com a Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015) e com as diretrizes da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (2008).

Por que E é correta: "propiciar mecanismos que acolham as queixas e capacitar os profissionais" corresponde exatamente à ideia de desnaturalizar preconceitos: reconhecer relatos, responsabilizar e intervir, além de qualificar docentes para práticas inclusivas. Essas medidas previnem a revitimização e viabilizam atendimento pedagógico adequado.

Por que as outras estão erradas:

A: focaliza medicalização e segregação (AT individual obrigatório e "cura"), contrariando a perspectiva inclusiva que busca acessibilidade, adaptações razoáveis e participação plena, não tratamentos curativos como solução escolar.

B: mistura ação correta (ensino de culturas africanas, previsto em lei) com incentivo a modelos de masculinidade que promovem violência — isso invalidaria a finalidade antidiscriminatória da ação proposta.

C: propõe evitar debate e adotar postura autoritária: exatamente o oposto do necessário. Evitar discussão sobre discriminação impede a desnaturalização e manutenção do problema.

D: pede "eliminar diferenças" e legitimar agressões — é uma postura negacionista e perversa que revoga direitos e impede qualquer política antidiscriminatória.

Estratégia para provas: procure palavras-chave: "acolher", "capacitar", "incluir" e verifique se a alternativa está em consonância com leis e políticas públicas. Cuidado com opções que misturam um elemento correto com outro claramente contraditório — são armadilhas.

Referências úteis: LDB nº 9.394/1996; Lei nº 13.146/2015; Política Nacional de Educação Especial (2008); Abramovay et al. (2012) sobre desnaturalização.

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