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Q3700910 Sociologia
Conforme Abramovay et al. (2012), em Conversando sobre violência e convivência nas escolas, “as micro violências perpassam as relações sociais da escola, por meio de mecanismos, práticas e hábitos que, apesar de romperem com a ordem coletiva e destruírem laços sociais, acabam sendo, muitas vezes, naturalizados”. De acordo com o referido texto, as microviolências
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Alternativa correta: E

Tema central: microviolências no processo de socialização escolar. Trata‑se de práticas repetidas, muitas vezes naturalizadas, que corroem vínculos e a convivência, sem necessariamente configurar crime ou infração formal.

Resumo teórico: Abramovay et al. (2012) descrevem microviolências como ações simbólicas e cotidianas — humilhações, exclusões, piadas ofensivas, silenciamento — que se instalam nas rotinas escolares. Conceitos próximos: violência simbólica (Pierre Bourdieu) e socialização negativa: comportamentos aprendidos que normalizam desrespeito. São atos que ferem a convivência, ainda quando não violam explicitamente normas legais ou regimentais.

Justificativa da alternativa E: E afirma que microviolências "não contradizem nem a lei, nem os regimentos..., mas contradizem as regras da boa convivência" — isso coincide com a caracterização de microviolências como práticas naturalizadas e cotidianas que desfazem laços sociais sem, necessariamente, configurar ilícitos formais.

Análise das alternativas incorretas:

A — fala de crimes (roubo, importunação sexual): são violências formais/penais, não microviolências naturalizadas.

B — refere‑se a intervenções físicas graves (homicídios, ataques): trata‑se de violência extrema, não do caráter sutil e cotidiano das microviolências.

C — afirma que apenas estudantes praticam microviolências; incorreto: gestores, professores e funcionários também podem reproduzir atitudes que ferem a convivência (ex.: humilhação pública, exclusão).

D — aponta corretamente que símbolos de poder influenciam relações, mas erra ao exemplificar com "grades": barreiras físicas podem ser medidas de segurança ou políticas institucionais; além disso, a alternativa generaliza a incapacidade de defesa e transforma um processo relacional em exemplar único — portanto, inadequada como definição de microviolência.

Fonte sugerida: Abramovay, M. et al., Conversando sobre violência e convivência nas escolas (2012); conceito relacionado: violência simbólica (Pierre Bourdieu).

Estratégia de prova: procure termos-chave do enunciado (naturalizado, cotidiano, não necessariamente ilícito). Se a alternativa classifica o ato como crime ou violência física extrema, descarte‑a.

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Autor: Vitor Carvalho, Monitor do Qconcursos

Alternativa correta: E

Tema central: microviolências no processo de socialização escolar. Trata‑se de práticas repetidas, muitas vezes naturalizadas, que corroem vínculos e a convivência, sem necessariamente configurar crime ou infração formal.

Resumo teórico: Abramovay et al. (2012) descrevem microviolências como ações simbólicas e cotidianas — humilhações, exclusões, piadas ofensivas, silenciamento — que se instalam nas rotinas escolares. Conceitos próximos: violência simbólica (Pierre Bourdieu) e socialização negativa: comportamentos aprendidos que normalizam desrespeito. São atos que ferem a convivência, ainda quando não violam explicitamente normas legais ou regimentais.

Justificativa da alternativa E: E afirma que microviolências "não contradizem nem a lei, nem os regimentos..., mas contradizem as regras da boa convivência" — isso coincide com a caracterização de microviolências como práticas naturalizadas e cotidianas que desfazem laços sociais sem, necessariamente, configurar ilícitos formais.

Análise das alternativas incorretas:

A — fala de crimes (roubo, importunação sexual): são violências formais/penais, não microviolências naturalizadas.

B — refere‑se a intervenções físicas graves (homicídios, ataques): trata‑se de violência extrema, não do caráter sutil e cotidiano das microviolências.

C — afirma que apenas estudantes praticam microviolências; incorreto: gestores, professores e funcionários também podem reproduzir atitudes que ferem a convivência (ex.: humilhação pública, exclusão).

D — aponta corretamente que símbolos de poder influenciam relações, mas erra ao exemplificar com "grades": barreiras físicas podem ser medidas de segurança ou políticas institucionais; além disso, a alternativa generaliza a incapacidade de defesa e transforma um processo relacional em exemplar único — portanto, inadequada como definição de microviolência.

Fonte sugerida: Abramovay, M. et al., Conversando sobre violência e convivência nas escolas (2012); conceito relacionado: violência simbólica (Pierre Bourdieu).

Estratégia de prova: procure termos-chave do enunciado (naturalizado, cotidiano, não necessariamente ilícito). Se a alternativa classifica o ato como crime ou violência física extrema, descarte‑a.

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