Menino de 2 anos e 4 meses, portador de trissomia do 21, vem...

Próximas questões
Com base no mesmo assunto
Q3833250 Medicina
Menino de 2 anos e 4 meses, portador de trissomia do 21, vem para consulta de rotina. Havia perdido a consulta anterior e, por isso, estava há quase um ano sem acompanhamento. A mãe negava queixas, e a criança atingia os marcos de crescimento e desenvolvimento apropriados para a idade e para a trissomia 21. Alimentava-se de forma variada e fazia natação duas vezes na semana. Traz ecocardiograma com descrição de forame oval patente e demais parâmetros dentro da normalidade. Diante do diagnóstico e da puericultura direcionado ao paciente, sua conduta baseada na orientação da Sociedade Brasileira de Pediatria neste momento foi a seguinte:
Alternativas

Gabarito comentado

Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores

Gabarito: A

Fundamento decisivo: Na síndrome de Down, a SBP orienta rastreamento de doença celíaca a partir dos 2 anos de idade; como a criança tem 2 anos e 4 meses, está assintomática e veio à consulta de rotina, a alternativa correta é a que indica essa investigação.

Tema central: Rastreamento na síndrome de Down
Análise das alternativas
A
Certa
Na síndrome de Down existe cronograma próprio de vigilância de comorbidades. Segundo a diretriz da SBP citada na base, o rastreamento/investigação de doença celíaca passa a ser recomendado a partir dos 2 anos. O dado decisivo do caso é a idade de 2 anos e 4 meses, que ativa essa etapa do acompanhamento, independentemente de a criança estar sem queixas.
B
Errada
Está errada porque a puericultura da criança com trissomia 21 não se limita a seguimento anual habitual sem solicitações. Há vigilância dirigida por faixa etária, com rastreios e avaliações periódicas de comorbidades prevalentes. Neste caso, já existe uma solicitação pertinente: investigação/rastreamento de doença celíaca a partir dos 2 anos.
C
Errada
Está errada porque o risco aumentado de hipotireoidismo na síndrome de Down não gera encaminhamento automático ao endocrinologista. A base afirma que a conduta de rotina é vigilância clínica e laboratorial periódica da função tireoidiana pelo acompanhamento pediátrico, reservando referência ao especialista para alteração clínica ou laboratorial.
D
Errada
Está errada porque o ecocardiograma mostra apenas forame oval patente, com demais parâmetros normais. Pela lógica da diretriz usada na questão, seguimento com cardiologia se aplica quando há cardiopatia relevante; forame oval patente isolado, sem outras alterações no exame, não sustenta classificá-lo aqui como cardiopatia com necessidade de seguimento cardiológico específico.
E
Errada
Está errada porque não há fundamento na base nem na orientação da SBP para indicar escolarização segregada por diagnóstico genético. O critério correto é inclusão escolar com suporte conforme necessidades individuais, e não encaminhamento genérico para escolas específicas.
Pegadinha da questão
A banca explora duas confusões reais: ignorar a idade exata, que aos 2 anos e 4 meses aciona o rastreamento de doença celíaca, e trocar rastreamento estruturado por condutas intuitivas, como encaminhar ao endocrinologista apenas pelo risco de hipotireoidismo ou tratar forame oval patente isolado como cardiopatia relevante.
Dica para questões semelhantes
  • Em síndrome de Down, resolva pela faixa etária do acompanhamento, não pela ausência de sintomas.
  • Diferencie risco aumentado de doença de indicação de especialista: muitas comorbidades entram primeiro como vigilância clínica e laboratorial periódica.
  • Não rotule achado ecocardiográfico isolado e sem repercussão como cardiopatia que obrigue seguimento específico sem que a base sustente isso.
  • Quando a questão citar SBP e puericultura direcionada, procure o rastreio que passa a ser indicado naquela idade.

Clique para visualizar este gabarito

Visualize o gabarito desta questão clicando no botão abaixo