A ortoépia estuda a correta separação das sílabas e a acent...

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Q3616195 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.

E se...

        E se eu não tivesse brigado, discutido, me entregue? E se eu tivesse feito diferente, dito de outra forma, me retirado em silêncio? E se eu não tivesse aceitado o conselho, tivesse tomado uma decisão por mim mesmo ou ainda, se tivesse escutado o que me diziam, talvez hoje fosse diferente? Talvez eu não estaria aqui escrevendo e você não estivesse aí lendo. Não nos damos conta de que se não tivéssemos feito o que fizemos, dentro do possível que éramos na época, não teríamos chegado até aqui do jeito que chegamos. O “e se” é suspenso. O agitamos feito um papel manteiga que se dobra diante do vento. Tentar prever algo, saber de antemão é congelar a vida.

        Construímos tensões ao longo do tempo. Ficamos tristes, desapontados, frustrados. Somos uma espécie de taças sendo preenchidas e esvaziadas constante e silenciosamente. Talvez pudéssemos pensar que o “e se” funciona como ruínas que carregamos dentro de nós. Somos tão cheios de impossibilidades e nos demoramos nelas feito crianças birrentas que insistem em algo que já passou. Pensar no que poderia ter acontecido se tivéssemos feito de outro modo é ficar velando ossos. O tempo revira a vida todos os dias. Precisamos aprender a passar por nossas ruínas internas sabendo por onde pisamos, aceitando o que se perdeu. Temos tanto medo de morrer, mas nem nos damos conta de que ao ficarmos fixados no “e se”, flertamos com o que já não tem mais vida alguma e nos assombra feito fantasmas. Alimentamos fantasmas pela escuridão que projetamos.

        Estar vivo é errar. Ninguém nasce com o mapa do caminho. Vamos inventando aos poucos. Acertando aqui, nos queimando logo ali. Pisando em falso numa memória, tropeçando numa escolha equivocada, correndo atrás dos sonhos. Se conseguirmos olhar para traz e pensar que hoje faríamos de outro jeito, eis a constatação de que estamos nos movimentando. Mesmo que estejamos andando em círculos, repetindo, repetindo. Até que um dia nos damos conta de que já passamos por esta mesma paisagem muitas vezes. Agora podemos reconhecer por onde andam os buracos que nos machucam.

        Invocar o “e se” é permanecer voltado para trás. É ficar olhando para lápides e estátuas trincadas cobertas de musgo. Talvez pudéssemos nos permitir a perguntar: “e agora”? Todos carregamos coisas mal resolvidas dentro de si, mas para quê? Nossos cacos da infância, restos de histórias interrompidas compõem nosso chão, é fato, mas mais do que sermos metamorfoses ambulantes, somos trajetórias e trajetos que se fazem e desfazem e se refazem o tempo todo

Autora: Adriana Antunes - GZH (adaptado).
A ortoépia estuda a correta separação das sílabas e a acentuação da sílaba tônica nas palavras. Nesse sentido, analise as assertivas:
I. A palavra fantasmas separa-se em fan-tas-mas e tem a sílaba tônica em tas, classificando-se como paroxítona.
II. O vocábulo equivocada divide-se em e-qui-vo-ca-da e apresenta tonicidade em ca, sendo, portanto, paroxítona.
III. A palavra impossibilidades separa-se em im-pos-si-bi-li-da-des e tem como sílaba tônica da, classificando-se como paroxítona.
Está correto o que se afirma em:
Alternativas

Gabarito comentado

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Tema central da questão:

Esta questão foca fonologia, mais especificamente em ortoépia, separação silábica e classificação das palavras quanto à sílaba tônica, assuntos comuns para concursos e essenciais para a interpretação correta da Língua Portuguesa, conforme as gramáticas de referência, como as de Bechara e Cunha & Cintra.

Regra central para resolver a questão:

A ortoépia trata da correta pronúncia das palavras, enquanto a separação silábica determina em quantas sílabas a palavra é dividida. Já a classificação tônica mostra onde está a tonicidade:

  • Oxítonas: última sílaba tônica.
  • Paroxítonas: penúltima sílaba tônica.
  • Proparoxítonas: antepenúltima sílaba tônica.

Análise das assertivas:

I. "fantasmas": fan-tas-mas – Sílaba tônica: tas (penúltima), portanto paroxítona. Correta.

II. "equivocada": e-qui-vo-ca-da – Sílaba tônica: ca (penúltima), logo é paroxítona. Correta.

III. "impossibilidades": im-pos-si-bi-li-da-des – Sílaba tônica: da (penúltima), também paroxítona. Correta.

Justificativa da alternativa correta:

Todas as afirmações seguem a norma-padrão quanto à separação silábica e localização da sílaba tônica. Segundo Moderna Gramática Portuguesa (Bechara) e Nova Gramática do Português Contemporâneo (Cunha & Cintra), as regras de identificação do tipo de palavra quanto à tonicidade estão corretíssimas em cada assertiva.

Análise das alternativas (A, B, C):

Essas alternativas consideram que algum dos itens estaria incorreto. Não há erro nas separações silábicas ou nas classificações tônicas. Cuidado! Uma possível pegadinha seria confundir a posição da sílaba tônica em palavras longas ou derivadas, como "impossibilidades", mas, seguindo a pronúncia correta, a tonicidade recai sobre "da".

Aprendizado para futuras provas:

Em questões similares, destaque a sílaba tônica e verbalize a palavra devagar. Observe também se a separação silábica está de acordo com as regras da gramática, não se guiando apenas pelo ouvido, especialmente em palavras longas ou com muitos prefixos/sufixos.

Alternativa correta: D) I, II e III

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Comentários

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Impossibilidades se separa assim: IM-POS-SI-BI-LI-DA-DES, ou o gabarito ta errado ou a tranquição do QC ta errada.

Gabarito errado, a resposta correta seria a letra A, uma vez de a palavra IMPOSSIBILIDADES está mau separada.

 a separação correta de "impossibilidades" é:

im-pos-si-bi-li-da-des (polissílaba, com sete sílabas). 

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