Analise as afirmativas abaixo sobre as distinções entre a l...
1. O emprego das redundâncias, a exemplo de “subir para cima” e “descer para baixo”, são formas aceitas comumente na língua escrita, com sentido de enfatizar o enunciado.
2. A norma padrão, mais formalizada, adota a língua escrita como parâmetro. Nessa medida, busca a referência nos escritores consagrados.
3. A língua falada, por ser espontânea e por não respeitar a norma culta, não deve nem pode influenciar a evolução linguística de determinado povo.
4. Falar e escrever bem supõe o emprego da norma culta, segundo a Linguística. Logo, deve-se desprezar a fala.
5. Tanto a língua falada quanto a escrita, para a Linguística, devem obedecer à adequação, ou seja, a situação comunicacional do falante.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Gabarito comentado
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Tema central: Diferenças entre língua falada e escrita, norma-padrão, pleonasmo vicioso e adequação linguística. A questão exige conhecimento de conceitos como variação linguística, usos normativos e adequação comunicacional, frequentes em concursos para Professor.
Justificativa da alternativa correta (A):
As afirmativas 2 e 5 refletem princípios centrais da norma-padrão e da adequação linguística.
2. Norma-padrão e referência na escrita: A norma-padrão se fundamenta, historicamente, na modalidade escrita e busca respaldo em autores consagrados. Celso Cunha & Lindley Cintra registram: “a norma-padrão é a que se torna modelo nas obras literárias e nos documentos oficiais".
5. Adequação ao contexto: A Linguística moderna defende a adequação do uso da língua à situação comunicacional — seja na oralidade ou na escrita (Bechara, E.), indicando que competência linguística envolve saber quando e como empregar diferentes níveis de linguagem.
Análise das afirmativas incorretas:
1. Expressões como “subir para cima” são pleonasmos viciosos, considerados erro na escrita formal (cf. Bechara). São admitidos, por vezes, na fala informal, mas não “comumente aceitos” na escrita padrão.
3. Errada ao afirmar que a fala “não deve nem pode influenciar” a língua: a evolução linguística ocorre prioritariamente na oralidade. A gramática registra, mas não congela a língua (cf. Cunha & Cintra).
4. Falar e escrever bem envolve, de fato, conhecer a norma culta, porém a Linguística não defende o desprezo à fala. Ambas as modalidades são valiosas e situacionais; a exclusividade da norma escrita revela viés prescritivo ultrapassado.
Estratégias para acertar questões desse tipo:
- Leia com atenção as prescrições normativas e as atribuições da Linguística.
- Desconfie de afirmações radicais (“deve desprezar”, “não pode influenciar”) — são pegadinhas comuns.
- Foque em palavras-chave que indicam generalizações ou afastam nuances de uso.
- Lembre-se: língua falada e escrita são complementares, não antagônicas.
Referências essenciais: Nova Gramática do Português Contemporâneo (Cunha & Cintra); Moderna Gramática Portuguesa (Bechara).
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