São evidentes os avanços tecnológicos, ninguém duvida dos av...

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Q53050 Português
Exclusão social

A humanidade tem dominado a natureza a fim de tornar
a vida cada vez mais longa e mais cômoda. Essas vantagens se
expandiram para um número crescente de seres humanos.
Graças à combinação dessas duas tendências, os homens
imaginaram que seria possível construir uma utopia em que
todos teriam acesso a tudo: todos, pelas mudanças sociais; a
tudo, por causa dos avanços técnicos. No século XX, numa
demonstração de arrogância, muitos chegaram a marcar o ano
2000 como a data da inauguração dessa utopia.
Neste início de século, vemos que a técnica superou as
expectativas. Os seres humanos dispõem de uma variedade de
bens e serviços inimagináveis até há bem pouco tempo, que
aumentaram substancialmente a esperança de vida, ampliaram
o tempo livre a ser usufruído e ainda oferecem a possibilidade
de realizar sonhos de consumo. Mas a história social não cumpriu
a parte que lhe cabia no acordo, e uma parcela considerável
da humanidade ficou excluída dos benefícios. Ainda mais
grave: o avanço técnico correu a uma velocidade tão grande
que passou a aumentar a desigualdade e a ameaçar a estabilidade
ecológica do planeta. A exclusão deixou de ser vista como
uma etapa a ser superada: é um estado ao qual bilhões de
seres humanos - os excluídos da modernidade - estão
condenados.

Na modernidade técnica, o processo social, tanto entre
os capitalistas mais liberais quanto entre os socialistas mais
ortodoxos, é analisado do ponto de vista econômico, ignorandose
ou relegando-se a um segundo plano os aspectos sociais e
os éticos. Já no século XIX, na luta pela abolição da escravidão,
Joaquim Nabuco procurava encarar o processo social
sob três óticas: a moral, a social e a econômica. Mais de um
século passado, é urgente retomar essa visão triangular, se se
deseja superar a barbárie da exclusão.

(Cristovam Buarque. Admirável mundo atual. S. Paulo: Geração
Editorial, 2001, pp. 188 e 328)

São evidentes os avanços tecnológicos, ninguém duvida dos avanços tecnológicos, mas não se deve atribuir aos avanços tecnológicos a propriedade de já representarem aquele pleno desenvolvimento social que não cabe aos avanços tecnológicos produzir.

Evitam-se as abusivas repetições da frase acima substituindo- se os segmentos sublinhados, respectivamente, por:
Alternativas

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Para resolver esta questão, precisamos nos concentrar no tema da regência verbal e pronominal. A questão envolve substituir corretamente os segmentos sublinhados da frase original, evitando repetições e respeitando a regência dos verbos envolvidos.

A frase original é: "São evidentes os avanços tecnológicos, ninguém duvida dos avanços tecnológicos, mas não se deve atribuir aos avanços tecnológicos a propriedade de já representarem aquele pleno desenvolvimento social que não cabe aos avanços tecnológicos produzir."

Vamos analisar a alternativa correta (B):

1. "duvida deles": A expressão "duvida de" requer o uso do pronome "deles" para substituir "dos avanços tecnológicos". A regência do verbo "duvidar" exige a preposição "de".

2. "não se lhes deve atribuir": O verbo "atribuir" é transitivo direto e indireto, exigindo a preposição "a". Portanto, usamos "lhes" para substituir "aos avanços tecnológicos".

3. "não lhes cabe": Novamente, "caber" exige a preposição "a". Usamos "lhes" em vez de "aos avanços tecnológicos".

A alternativa B está correta porque respeita a regência verbal, utilizando os pronomes corretamente para substituir termos repetidos. Agora, vejamos por que as outras alternativas estão incorretas:

Alternativa A: "duvida deles / não se os deve atribuir-se / não lhes cabe". O erro está em "não se os deve atribuir-se", que confunde a regência. Deveria ser "não se deve atribuir-lhes".

Alternativa C: "os duvida / não se deve atribuí-los / não lhes cabe". O erro é o uso de "os duvida", pois "duvidar" exige a preposição "de" (deveria ser "deles") e "não se deve atribuí-los", que é uma má aplicação da regência (deveria ser "atribuir-lhes").

Alternativa D: "duvida deles / não se deve atribuí-los / não os cabe". Aqui temos um erro em "não se deve atribuí-los" (deveria ser "atribuir-lhes") e "não os cabe" (deveria ser "não lhes cabe").

Alternativa E: "deles duvida / não se deve atribuir-lhes / não os cabe". O erro está em "não os cabe", que deveria ser "não lhes cabe".

A questão exige atenção à regência verbal e ao uso adequado dos pronomes para evitar repetições desnecessárias e garantir a coerência e coesão do texto.

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Comentários

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antes de avanço tem uma preposição que praticamete é a cola para responder certo!!

Terceira sentença - "não cabe aos avanços tecnológicos": "aos avanços tecnológicos" é objeto indireto por apresentar preposição "ao" do verbo transitivo indirereto "cabe".

LHE, LHES - substitui o objeto indireto

O, A, OS, AS - substitui o objeto direto

 

Se alguém souber justificar as demais sentenças substitutas, desde já agradeço.

 

 

POR ELIMINAÇÃO:

1- ELIMINAMOS "C" ,POIS NA PRIMEIRA FRASE EXIGE OBRIGATORIAMENTE PRÓCLISE JÁ QUE TEM FATOR ATRATIVO("NINGUÉM"-PALAVRA NEGATIVA)

2- Na segunda frase ,TEMOS UM VERBO TRANSITIVO DIRETO E INDIRETO( DAR- QUEM DÁ, DÁ ALGO A ALGUÉM), como o que queremos substituir é justamente o objeto INDIRETO(AOS avanços tecnológicos) então colocaremos obrigatoriamente o "lhe" já que ele acompanha objetos INDIRETOS.

Com isso eliminamos "A" e "D"

3-Na terceira frase,temos outro OBJETO INDIRETO E TAMBÉM OBRIGATORIAMENTE COLOCAREMOS O "LHE";

"...não cabe AOS avanços tecnológicos

eliminando "E" e RESTANDO "B"

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