Gestante 30 anos, primigesta e nulípara, 40ª semana de gesta...

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Q3833227 Medicina
Gestante 30 anos, primigesta e nulípara, 40ª semana de gestação, deu entrada na emergência obstétrica com dor em baixo ventre. Ao toque vaginal, o colo uterino apresentava-se com 10 cm de dilatação, bolsa rota, líquido claro com grumos, plano II de De Lee, cefálico e occipito direita transversa (ODT). Dinâmica uterina de 4 contrações/ 10 minuto/ 50 segundos. Batimentos cardiofetais (BCF) de 140 bpm. Após 6 horas, o toque vaginal era inalterado, porém com a presença de bossa serossanguínea. BCF: 136 bpm. Nesse momento, foi indicada uma cesariana. Ao exame físico do recém-nascido (RN) em sala de parto, encontrava-se bem com escore de Apgar 9/10, apresentando uma tumoração em região occipito parietal, predominante no parietal direito do RN de consistência endurecida e forma cacifo. Analise o exame físico do recém-nascido realizado em sala de parto, os dados do parto e assinale a alternativa CORRETA que representa uma possibilidade que ocorreu durante a descida e insinuação fetal no período expulsivo. 
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: Na insinuação assinclítica, a sutura sagital não fica centralizada e um parietal se apresenta mais que o outro. A obliquidade de Litzmann corresponde ao assinclitismo posterior, com maior apresentação do parietal posterior. No caso, a posição ODT e a bossa serossanguínea/tumoração predominante no parietal direito indicam maior pressão nesse parietal, o que sustenta Litzmann e afasta sinclitismo.

Tema central: Assinclitismo fetal
Análise das alternativas
A
Errada
Obliquidade de Nägele corresponde ao assinclitismo anterior, em que o parietal anterior é o mais apresentado. O enunciado aponta predomínio da tumoração no parietal direito e, em ODT, o parietal direito é o posterior. Portanto, o achado anatômico-mecânico contraria Nägele.
B
Certa
A alternativa B está correta porque obliquidade de Litzmann corresponde ao assinclitismo posterior. Em ODT, o parietal direito é o posterior; como a bossa serossanguínea e a tumoração neonatal predominaram no parietal direito, isso indica que esse foi o parietal mais apresentado durante a descida. Assim, o achado é compatível com insinuação oblíqua com predomínio do parietal posterior.
C
Errada
Assinclitismo anterior é equivalente funcional à obliquidade de Nägele. Seria necessário predomínio do parietal anterior, o que não ocorre aqui. A topografia da bossa indica parietal posterior mais declive, portanto o assinclitismo é posterior, não anterior.
D
Errada
No sinclitismo, a sutura sagital ocupa posição central na pelve, equidistante do púbis e do promontório, sem predomínio de um parietal. A presença de bossa predominante em um parietal, associada à parada de progressão, aponta para apresentação assimétrica, incompatível com sinclitismo.
E
Errada
Baudelocque-Duncan não corresponde à classificação de obliquidade/assinclitismo cefálico usada para a insinuação fetal descrita na questão. Duncan remete classicamente à dequitação placentária, não ao mecanismo cefálico cobrado.
Pegadinha da questão
A questão explora a confusão entre lado direito do crânio fetal e parietal anterior/posterior: em ODT, o parietal direito é o posterior; por isso, bossa predominante à direita aponta para Litzmann, não para Nägele.
Dica para questões semelhantes
  • Primeiro defina se há sinclitismo ou assinclitismo: predomínio de um parietal exclui sinclitismo.
  • Depois identifique qual parietal é anterior ou posterior a partir da variedade de posição fetal; o lado isolado não resolve a questão.
  • Associe a bossa serossanguínea ao ponto de maior pressão durante a descida: sua topografia ajuda a inferir o parietal mais apresentado.
  • Memorize o pareamento clássico: Nägele = assinclitismo anterior; Litzmann = assinclitismo posterior.

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