Homem de 28 anos, vítima de colisão moto-carro, é admitido n...

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Q3833221 Medicina
Homem de 28 anos, vítima de colisão moto-carro, é admitido no pronto-socorro cerca de 40 minutos após o trauma. Encontra-se agitado, pálido, sudoreico e com dificuldades para falar frases completas. Ao exame inicial, observa-se sangramento ativo pulsátil em ferimento extenso de coxa esquerda, fratura exposta visível e extremidades frias. Sinais vitais aferidos: FC 146bpm, PA 80x42mmHg, FR 28irpm, SpO2 90% em uso de máscara de oxigênio. Diante do quadro exposto, qual seria a conduta imediata mais adequada?
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O critério que decide a questão é o controle imediato da hemorragia externa exsanguinante em membro. O enunciado mostra sangramento arterial pulsátil em coxa com choque hemorrágico grave (PA 80x42 mmHg, FC 146 bpm, palidez, sudorese e extremidades frias), configurando fonte externa evidente e compressível; por isso, a conduta imediata mais adequada é aplicar torniquete proximal ao ferimento.

Tema central: Hemorragia externa exsanguinante
Análise das alternativas
A
Errada
Avaliação pupilar e escala de Glasgow pertencem à avaliação neurológica, mas não tratam a causa imediata do choque descrito. Aqui existe hemorragia arterial externa maciça já identificada, com repercussão hemodinâmica grave; portanto, a prioridade terapêutica é controlar a fonte de sangramento, não iniciar pela avaliação neurológica.
B
Certa
A alternativa B está correta porque o quadro é de choque hemorrágico por perda sanguínea arterial ativa em extremidade. Nos princípios consolidados do atendimento inicial ao politraumatizado, quando há hemorragia externa maciça identificável em membro, a prioridade é a hemostasia mecânica imediata. O torniquete proximal ao ferimento reduz ou interrompe o fluxo arterial local e trata a causa dominante da instabilidade hemodinâmica.
C
Errada
Acesso venoso calibroso e reposição volêmica fazem parte do manejo do choque hemorrágico, mas não podem preceder o controle da fonte quando a hemorragia externa exsanguinante está evidente. Sem hemostasia, a infusão de volume não interrompe o mecanismo principal do choque e pode apenas temporizar, atrasando a medida salvadora.
D
Errada
Apesar da dificuldade para falar frases completas e da saturação de 90% com oxigênio, o enunciado não descreve falência iminente de via aérea como problema dominante. O achado determinante é o sangramento arterial ativo em extremidade com choque hemorrágico. Além disso, a indução anestésica em paciente em choque profundo pode agravar a instabilidade se realizada antes do controle da hemorragia.
E
Errada
Punção torácica bilateral de alívio é medida para suspeita de pneumotórax hipertensivo, hipótese que não é sustentada pelo enunciado. Não há descrição de trauma torácico, assimetria ventilatória, ausência de murmúrio vesicular, turgência jugular, desvio traqueal ou outro dado clínico que torne o tórax hipertensivo a ameaça prioritária. A causa imediata do choque está exposta: hemorragia arterial externa maciça na coxa.
Pegadinha da questão
A banca tenta fazer o candidato priorizar reposição volêmica ou intubação por causa da hipotensão, da taquicardia e da dificuldade para falar, mas a presença de sangramento pulsátil evidente em extremidade com choque muda a ordem das ações: primeiro controla-se a hemorragia.
Dica para questões semelhantes
  • Se o trauma mostra hemorragia externa maciça claramente visível em membro, a primeira pergunta é como interromper a perda sanguínea, não como repor volume.
  • Em choque após trauma, quando a fonte hemorrágica é externa, evidente e compressível, a prioridade é hemostasia mecânica imediata.
  • Não deixe achados inespecíficos como agitação, fala entrecortada ou hipoxemia leve superarem uma ameaça já demonstrada e tratável, como sangramento arterial exsanguinante.

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