Considere as passagens: • Abre-se agora o capítulo final d...
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Finalmente, Mercosul e UE apertam as mãos
Chegou ao fim a novela do Acordo de Associação Mercosul-União Europeia. Ou quase. O que se encerrou ontem, na Cúpula do Mercosul, em Montevidéu, foi uma longa etapa de 25 anos de negociações. Abre-se agora o capítulo final da ratificação pelos países-membros dos dois blocos, com espaço para muito drama. O maior foco de resistência vem de países europeus liderados pela França. Com base na experiência de acordos anteriores, estima-se que esse processo possa levar cerca de quatro anos.
De todo modo, o anúncio da conclusão do acordo é um marco. É o primeiro acordo do mundo que une dois blocos regionais, o primeiro acordo abrangente do Mercosul e o maior da União Europeia (UE). Será a maior parceria de comércio e investimento do mundo, abrangendo cerca de 700 milhões de pessoas e um PIB conjunto de US$ 22 trilhões.
Isso se for ratificado. Nesta semana, o presidente francês, Emmanuel Macron, voltou a classificar o acordo como “loucura”. A França tentará barrá-lo na Comissão Europeia arregimentando uma minoria qualificada, ou seja, pelo menos quatro países do bloco que representem mais de 35% de sua população. Ao menos caiu a máscara piedosa da proteção ambiental, e agora nem sequer se disfarçam as reais motivações da recusa: protecionismo puro e simples, no caso para produtores agrícolas.
É uma batalha a ser travada no campo da diplomacia e, sobretudo, no campo da comunicação. O protecionismo, como sempre, serve para privilegiar setores pouco produtivos à custa da totalidade dos consumidores. Pelas contas de ambos os blocos, no geral o acordo trará grandes benefícios mútuos para seus mercados.
O Brasil e o Mercosul orientam-se na direção certa. Melhor será, contudo, se encararem o acordo menos como uma linha de chegada e mais como um primeiro passo num longo caminho. É preciso recuperar muito tempo perdido em termos de abertura comercial, cooperação institucional e modernização produtiva.
(https://www.estadao.com.br/opiniao, 07.12.2024. Adaptado)
Considere as passagens:
• Abre-se agora o capítulo final da ratificação pelos países-membros dos dois blocos, com espaço para muito drama. (1º parágrafo)
• É uma batalha a ser travada no campo da diplomacia e, sobretudo, no campo da comunicação. (4º parágrafo)
• Melhor será, contudo, se encararem o acordo menos como uma linha de chegada...
(5º parágrafo)
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Comentários
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- A ❌
- "em vista disso" (causa/conclusão) ≠ "agora"; "obviamente" ≠ "sobretudo"; "por conseguinte" (conclusão) ≠ "contudo".
- B ✅
- "daqui para frente" (para "agora") + "principalmente" (para "sobretudo") + "no entanto" (para "contudo"). Correta!
- C ❌
- "no momento presente" (aceitável) + "eventualmente" (errado, pois significa "às vezes") + "assim" (conclusão, não contraste).
- D ❌
- "neste exato momento" (muito restritivo) + "especialmente" (certo) + "pois" (explicação, não contraste).
- E ❌
- "em futuro breve" (errado) + "excepcionalmente" (errado) + "todavia" (certo, mas os anteriores invalidam).
Vixi, deu ruim!
Esse daqui pra frente ter o mesmo significado de agora, é de acabar com o concurseiro, kk
O agora representa o momento presente ou início de uma nova fase, porque vai abrir um capítulo. Sobretudo, indica algo mais importante, indica ênfase, e pode ser substituído por principalmente ou especialmente. Contudo tem ideia de oposição, só pode ser substituído por no entanto e todavia. A única alternativa que substitui corretamente as palavras em negrito, é a B.
errei por causa da primeira palavra e pq não me atentei as conjunções.
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