Homem de 57 anos, sem comorbidades, chega ao setor de emergê...

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Q3833220 Medicina
Homem de 57 anos, sem comorbidades, chega ao setor de emergência com quadro de melena e hipotensão. Após adequada estabilização clínica, realizou endoscopia digestiva alta que demonstrou massa subepitelial com umbilicação central em pequena curvatura gástrica com sangramento ativo. Biópsia realizada identificou apenas processo inflamatório inespecífico. Tomografia computadorizada com contraste oral e venoso demonstra lesão de aproximadamente 5,0cm com realce heterogêneo conforme imagem abaixo:



Qual seria a conduta mais apropriada para esse paciente?
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: Probável GIST gástrico localizado e ressecável: a conduta indicada é ressecção cirúrgica completa com margens negativas, sem linfadenectomia de rotina.

Tema central: GIST gástrico ressecável
Análise das alternativas
A
Errada
Imatinibe neoadjuvante não é indicação automática em todo provável GIST. Pela base, ele é reservado a casos selecionados em que a redução tumoral pode viabilizar ressecção ou diminuir morbidade cirúrgica. Aqui o enunciado descreve tumor localizado e ressecável, sem dado de invasão irressecável, necessidade de downstaging ou cirurgia mutiladora evitável; por isso a conduta correta é ressecção primária.
B
Errada
Medida hemostática isolada com alta é inadequada porque não trata a neoplasia ressecável que causou melena e hipotensão. O controle do sangramento pode ser temporário, mas não substitui o tratamento definitivo do tumor. A base é explícita ao afirmar que medidas hemostáticas não resolvem adequadamente a lesão neoplásica localizada com indicação cirúrgica.
C
Certa
A alternativa C corresponde ao tratamento padrão do provável GIST gástrico neste cenário. A apresentação descrita é típica de tumor subepitelial gástrico compatível com GIST, e a biópsia endoscópica superficial não afasta esse diagnóstico porque frequentemente capta apenas mucosa ulcerada ou inflamação inespecífica. Como não há descrição de metástase nem de irressecabilidade, a conduta indicada é cirurgia com ressecção completa e margens negativas, sem necessidade rotineira de linfadenectomia, já que acometimento linfonodal é incomum nesse tumor.
D
Errada
Radioterapia hemostática não é tratamento padrão para GIST gástrico localizado neste contexto e não substitui a ressecção da lesão ressecável. O eixo terapêutico do GIST, pela base, é cirurgia quando localizado e terapia-alvo em indicações específicas; aplicar radioterapia como conduta principal aqui transfere indevidamente estratégia de outros cenários tumorais.
E
Errada
Gastrectomia total com linfadenectomia trata o caso como se fosse adenocarcinoma gástrico, o que contraria o padrão cirúrgico do provável GIST. No GIST, o objetivo é ressecção R0 sem ruptura tumoral e sem dissecção linfonodal rotineira, porque metástase linfonodal é rara. Além disso, o tamanho de 5 cm, por si só, não impõe gastrectomia total.
Pegadinha da questão
A banca explora duas confusões reais: achar que biópsia endoscópica inespecífica afasta GIST, quando a lesão é subepitelial, e tratar toda massa gástrica sangrante como adenocarcinoma, indicando gastrectomia com linfadenectomia.
Dica para questões semelhantes
  • Massa subepitelial gástrica com ulceração ou umbilicação central e biópsia mucosa inespecífica deve manter forte suspeita de GIST.
  • Em GIST localizado e ressecável, pense primeiro em ressecção completa com margens negativas; linfadenectomia rotineira não faz parte do padrão.
  • Não indique imatinibe neoadjuvante só pelo diagnóstico provável ou pelo tamanho isolado; procure sinais de seleção para downstaging ou redução de morbidade cirúrgica.
  • Controle de sangramento em tumor ressecável não encerra a conduta: é preciso definir o tratamento definitivo da lesão.

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