Em qual das situações clínicas abaixo, NÃO está indicada a n...

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Q3833207 Medicina
Em qual das situações clínicas abaixo, NÃO está indicada a neoadjuvância com FLOT nos tumores gástricos e de junção-esofagogástrica?
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: O critério que decide a questão é o cenário oncológico de uso do FLOT perioperatório: segundo a diretriz ESMO citada na base, ele é recomendado para adenocarcinoma gástrico e de junção esofagogástrica ressecável estágio >=IB, portanto doença não metastática. A alternativa E traz metástase hepática, que define M1 e desloca o caso para doença metastática, afastando a indicação rotineira de neoadjuvância com FLOT no sentido cobrado.

Tema central: FLOT no gástrico
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada como resposta porque linfonodos paracárdicos positivos, sem metástase à distância explícita, mantêm o caso no espectro de doença locorregional potencialmente tratável com estratégia multimodal. O critério decisivo aqui é N+ locorregional, que não exclui FLOT perioperatório; ao contrário, reforça indicação em adenocarcinoma de junção ressecável localmente avançado.
B
Errada
Está errada como resposta porque invasão da muscular própria corresponde a pelo menos cT2. Pela base, cT2 ou maior já se enquadra nas faixas em que diretrizes ocidentais consideram FLOT perioperatório, mesmo sem linfonodos positivos. O erro seria supor que apenas N+ indica tratamento perioperatório.
C
Errada
Está errada como resposta porque invasão esplênica por contiguidade caracteriza extensão local para órgão adjacente, isto é, T4b, e não metástase à distância. Somada ao N+, essa descrição aponta doença locorregional muito avançada, porém ainda dentro da lógica de tratamento perioperatório com FLOT se o caso for ressecável.
D
Errada
Está errada como resposta porque linfonodos positivos em cadeias perigástricas representam acometimento nodal regional, não M1. Grande carga nodal regional favorece classificação de doença localmente avançada e sustenta, e não contraindica, a estratégia perioperatória com FLOT em paciente apto.
E
Certa
A alternativa E está correta porque metástase única para o fígado continua sendo metástase à distância, isto é, doença M1. Pela base, o FLOT perioperatório é indicação padrão para doença ressecável não metastática. Quando há metástase hepática, mesmo única, o caso sai do modelo clássico de perioperatório com intenção curativa para tumor localizado. A própria base ressalta que eventual uso de FLOT em oligometástase existe apenas em contexto selecionado/investigacional ou após discussão multidisciplinar, não como indicação rotineira da questão.
Pegadinha da questão
A banca contrapõe doença locorregional avançada, inclusive T4b e N+ extensos, com uma oligometástase hepática. A confusão real é achar que metástase única ainda pode ser tratada como doença localizada padrão, enquanto invasão por contiguidade ou linfonodos regionais extensos não são metástase à distância.
Dica para questões semelhantes
  • Antes de pensar em T ou N, procure M1: metástase hepática já tira o caso do cenário padrão de FLOT perioperatório para tumor ressecável não metastático.
  • Em câncer gástrico/GEJ, cT2 isolado já pode indicar FLOT perioperatório; ausência de linfonodo positivo não exclui a estratégia.
  • Não confunda invasão de órgão vizinho por contiguidade com metástase: isso é T4b locorregional, não doença metastática.
  • Em tumores de junção, pode haver mais de uma estratégia multimodal aceitável, mas a presença de metástase à distância continua sendo o critério mais forte para excluir a indicação padrão cobrada.

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