Homem de 66 anos, pós-operatório de colectomia por tumor, ap...

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Q3833203 Medicina
Homem de 66 anos, pós-operatório de colectomia por tumor, apresenta febre persistente, dor abdominal difusa, distensão e piora hemodinâmica. Chega à UTI com PA 86/54 mmHg após 2 L de cristaloide, lactato 4,7 mmol/L, leucócitos 19.000/mm³ e PCR > 300 mg/L. Tomografia apresenta coleção sub-hepática de 6 cm com gás, sugerindo processo infeccioso ativo. Norepinefrina já em 0,15 mcg/kg/min com pouca melhora clínica. Qual é a conduta imediata mais adequada?
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: O dado que decide a questão é o choque séptico por foco abdominal controlável: hipotensão persistente após cristaloide, necessidade de norepinefrina, lactato elevado e tomografia com coleção sub-hepática gasosa no pós-operatório, indicando fonte infecciosa drenável que exige source control imediato associado a antibiótico.

Tema central: Controle de foco na sepse abdominal
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta. Escalonar vasopressor isoladamente trata apenas a repercussão hemodinâmica, não o foco abdominal infeccioso já documentado. Em choque séptico com fonte drenável, a conduta causal é controle de foco associado a antibiótico.
B
Errada
Incorreta. Trocar antibiótico e observar por 24 horas é insuficiente diante de coleção com gás e choque séptico. A persistência da coleção mantém a sepse, e o atraso no controle do foco é inadequado.
C
Certa
A alternativa C é a correta porque, diante de infecção intra-abdominal complicada com coleção e instabilidade hemodinâmica, antibiótico e vasopressor não resolvem a causa do choque. O princípio decisivo é remover ou drenar o foco infeccioso o mais precocemente possível; por isso, a conduta indicada é controle de foco cirúrgico ou percutâneo, associado a antibioticoterapia adequada.
D
Errada
Incorreta. Corticoide em altas doses não é a primeira medida e não substitui o controle do foco infeccioso. Na base, o corticosteroide é apenas adjuvante em choque séptico refratário.
E
Errada
Incorreta. Aguardar evolução clínica é conduta omissa em paciente já em choque séptico com foco abdominal identificado. Sem drenagem ou abordagem cirúrgica, a fonte infecciosa permanece ativa.
Pegadinha da questão
A banca tenta confundir suporte hemodinâmico com tratamento causal: norepinefrina, troca de antibiótico ou corticoide podem parecer medidas prioritárias, mas não substituem o controle imediato do foco abdominal.
Dica para questões semelhantes
  • Se houver hipotensão persistente após volume, vasopressor e lactato elevado, pense em choque séptico antes de medidas adjuvantes.
  • Em sepse abdominal com coleção drenável, a conduta deve incluir drenagem ou abordagem cirúrgica.
  • Vasopressor mantém perfusão, mas não elimina a fonte infecciosa.
  • Coleção com gás no pós-operatório abdominal sugere infecção ativa e exige source control associado a antibiótico.

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