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Q2346126 Português
Cientistas dizem ter finalmente encontrado
restos de planeta que se chocou com a Terra. 


         Cientistas concordam amplamente que um antigo planeta (Theia) colidiu com a Terra quando esta se formava há bilhões de anos, lançando detritos que se fundiram na Lua que agora decora o nosso céu noturno. Esta teoria, chamada de Hipótese do Impacto Gigante, explica muitas características fundamentais da Lua e da Terra.

      No entanto, há um mistério óbvio no centro desta hipótese: o que aconteceu com Theia? Não há evidência direta de sua existência. Nenhum vestígio do planeta foi encontrado no sistema solar. E muitos cientistas presumiram que tudo o que Theia deixou para trás na Terra se misturou à caldeira de fogo dentro do nosso planeta.

     No entanto, uma nova teoria sugere que os restos do antigo planeta permanecem parcialmente intactos, enterrados sob os nossos pés. As placas derretidas de Theia poderiam ter-se incorporado no manto da Terra após o impacto antes de se solidificarem, deixando porções do material do antigo planeta repousando no núcleo da Terra, cerca de 2.900 km abaixo da superfície, de acordo com um estudo publicado na quarta-feira (1º), na revista Nature.

      Se a teoria estiver correta, não só forneceria detalhes adicionais para completar a Hipótese do Impacto Gigante, mas também responderia a uma questão persistente para os geofísicos.

     Eles já sabiam que existem duas massas diferentes incrustadas nas profundezas da Terra. As massas, chamadas Grandes Províncias de Baixa Velocidade ou LLVPs (na sigla em inglês), foram detectadas pela primeira vez na década de 1980. Uma está localizada sob a África e a outra sob o Oceano Pacífico.

    Estas manchas têm milhares de quilômetros de largura e provavelmente têm uma densidade de ferro superior à do manto circundante, o que as faz sobressair quando medidas com ondas sísmicas. Mas a origem destas manchas, cada uma maior que a Lua, permanece um mistério para os cientistas.


Fonte: Cientistas dizem ter finalmente encontrado restos de planeta que se chocou com a Terra; entenda | CNN Brasil
Assinale a alternativa que apresente a justificativa adequada para o emprego da crase no período: “E muitos cientistas presumiram que tudo o que Theia deixou para trás na Terra se misturou à caldeira de fogo dentro do nosso planeta”.
Alternativas

Gabarito comentado

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Tema central: O tema desta questão é o emprego da crase por regência verbal. É essencial que você, futuro advogado, saiba identificar a regência dos verbos e o uso correto da crase conforme a norma-padrão.

Justificativa da alternativa correta (D - Regência Verbal):

No trecho “se misturou à caldeira de fogo”, o uso da crase está relacionado à regência do verbo misturar-se. Segundo as gramáticas de Bechara e Cunha & Cintra, este verbo exige a preposição "a" quando acompanhado de complemento, e diante de substantivo feminino acompanhado de artigo ("a caldeira"), ocorre a fusão (“a” + “a” = “à”).

Exemplo comparativo: “Misturou-se à solução”; “Misturou-se ao líquido”.

Portanto, a crase ocorre por força da regência verbal: o verbo pede preposição “a” e o termo regido é feminino precedido de artigo, conforme a norma culta e os manuais oficiais.

Análise das alternativas incorretas:

  • A) Locução Adverbial: Não se trata de locução com função adverbial, como “à noite” ou “à direita”. Aqui, o que determina o uso da crase é o verbo e não uma informação circunstancial.
  • B) Regência Nominal: A regência nominal ocorre entre nome (substantivo, adjetivo, advérbio) e complemento. Aqui, o termo regente é o verbo “misturar-se”, não um nome.
  • C) Locução Conjuntiva: Não há uso de conectivo composto, como “à medida que”. Trata-se de verbo regendo complemento.
  • E) Locução Prepositiva: Não temos locução formada por preposição + substantivo (“à custa de”, “à espera de”), mas sim regência verbal.

Dica de prova: Ao identificar a necessidade de crase em provas, verifique se o verbo ou nome exige preposição e se há artigo feminino. Lembre-se da “regra de ouro” da crase: preposição + artigo.

Conforme Rocha Lima, a crase depende da exigência sintática do termo regente. Neste caso, o termo regente é um verbo, ratificando a alternativa D.

Resumo: A crase é empregada por regência verbal, pois o verbo “misturar-se” exige preposição ‘a’ e, diante de substantivo feminino com artigo, ocorre a fusão: “à caldeira”.

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Comentários

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GB: D

Regência verbal, quem se mistura se mistura a algo.|

Troquei a palavra caldeira por caldeirão e foi possível a confirmação da alternativa D.

D

A crase é utilizada antes da palavra "caldeira" porque o verbo "misturar" exige a preposição "a" para indicar o complemento direto, ou seja, o objeto que está sendo misturado, neste caso, "caldeira". Portanto, a crase ocorre pela regência verbal do verbo "misturar" exigindo a preposição "a" antes de "caldeira", resultando em "misturou à caldeira de fogo".

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