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Ano: 2020 Banca: IADES Órgão: SES-DF Prova: IADES - 2020 - SES-DF - Hepatologia |
Q1673840 Medicina
A Rome Foundation trouxe uma grande contribuição à gastroenterologia ao padronizar a definição de um grupo de doenças cujo diagnóstico é muito comum à especialidade, que é o das doenças funcionais.
Acerca das doenças funcionais do trato digestivo, julgue o item a seguir.
Alterações endoscópicas leves, que justifiquem o quadro, não descartam o diagnóstico de dispepsia funcional.
Alternativas

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O tema central da questão é sobre as doenças funcionais do trato digestivo, um grupo de condições em que os sintomas não podem ser explicados por alterações estruturais ou bioquímicas detectáveis. A dispepsia funcional é uma dessas condições.

A Rome Foundation tem um papel crucial na definição e no diagnóstico das doenças funcionais, utilizando critérios baseados em sintomas específicos. No caso da dispepsia funcional, o diagnóstico é feito quando há sintomas de desconforto ou dor na parte superior do abdome, sem evidências de doenças orgânicas que justifiquem essas manifestações.

A questão afirma que alterações endoscópicas leves não descartam o diagnóstico de dispepsia funcional. Contudo, segundo os critérios de Roma IV, a presença de alterações endoscópicas pode sugerir uma causa orgânica para os sintomas, como esofagite ou gastrite leve, e requer uma avaliação cuidadosa para excluir dispepsia funcional como diagnóstico principal.

Portanto, a afirmação está incorreta (gabarito: E), pois qualquer achado endoscópico que possa justificar os sintomas desvia o diagnóstico para uma condição orgânica, em vez de funcional.

Revisando as alternativas:

  • Se a alternativa fosse "C - certo", estaríamos desconsiderando a importância dos critérios de exclusão de causas orgânicas para o diagnóstico de dispepsia funcional. Alterações, ainda que leves, devem ser investigadas e podem apontar para uma condição orgânica subjacente.
  • Assim, a alternativa "E - errado" está correta, pois reflete a necessidade de uma avaliação completa para assegurar que o diagnóstico de dispepsia funcional seja feito após a exclusão de causas orgânicas, conforme orientações da Rome Foundation.

Além disso, é importante lembrar que a prática clínica frequentemente requer a consideração de sintomas, história clínica e resultados de exames para um diagnóstico preciso e que as diretrizes, como as dos critérios de Roma, fornecem uma estrutura valiosa para essa avaliação.

Para evitar armadilhas em questões como essa, sempre verifique os critérios diagnósticos e considere como alterações em exames complementares podem influenciar o diagnóstico diferencial entre condições funcionais e orgânicas.

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A afirmação apresentada está incorreta. As alterações endoscópicas, mesmo que leves, podem sim descartar o diagnóstico de dispepsia funcional, já que a dispepsia funcional é caracterizada por sintomas de desconforto ou dor abdominal sem que haja alterações estruturais visíveis no trato digestivo. Portanto, se houver qualquer alteração endoscópica que justifique a presença dos sintomas, o diagnóstico mais adequado seria o de doença estrutural, e não de dispepsia funcional. É importante lembrar que o diagnóstico correto é fundamental para o sucesso do tratamento.

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