Idosa de 86 anos apresenta dispneia de esforço com piora gr...

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Ano: 2013 Banca: NCE-UFRJ Órgão: UFRJ Prova: NCE-UFRJ - 2013 - UFRJ - Médico geriatra |
Q2930807 Medicina
Idosa de 86 anos apresenta dispneia de esforço com piora gradativa há 6 meses. Teve 2 quedas não presenciadas. Ao exame, tem sopro ejetivo mais audível no foco mitral. Ecodopplercardiograma mostra função sistólica preservada e gradiente médio aorta-ventrículo esquerdo de 54 mmHg. O ecocardiograma de estresse com dobutamina não aumentou o volume sistólico. Em relação ao caso descrito, é correto airmar:
Alternativas

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Tema central: A questão aborda o manejo da estenose aórtica grave sintomática em idosa, condição prevalente e potencialmente fatal em geriatria. O reconhecimento dos critérios de gravidade, condutas adequadas e as opções terapêuticas no paciente idoso são essenciais na prática clínica e em provas.

Justificativa da alternativa correta (C): A paciente apresenta critérios inequívocos de estenose aórtica grave sintomática (dispneia de esforço progressiva, ecodoppler com gradiente médio aórtico de 54 mmHg e sem aumento do volume sistólico no estresse). Segundo a Diretriz de Cardiogeriatria da SBC (2019): “Após o aparecimento dos sintomas, a média de sobrevida é menor que 2 a 3 anos. Há, portanto, necessidade de rigorosa monitorização dos sintomas clínicos e adoção precoce das medidas cirúrgicas.” A conduta recomendada é troca valvar aórtica. O cateterismo cardíaco precede a cirurgia para descartar doença coronariana associada, frequente na população geriátrica (padrão-ouro recomendado).

Análise das alternativas incorretas:

A) Valvoplastia aórtica com balão é paliativa, usada como ponte em situações de urgência, contraindicações à cirurgia ou como preparação para substituição valvar definitiva. Não é opção curativa.

B) O uso de prótese mecânica exige anticoagulação, mas a necessidade de anticoagulação não é contraindicação absoluta; as próteses biológicas são geralmente preferidas em idosos pelo menor risco de sangramento, segundo as recomendações atuais, mas a conduta é individualizada.

D) Apesar do risco operatório aumentado em idosos, a cirurgia oferece ganho de sobrevida e qualidade de vida em pacientes bem selecionados. O risco cirúrgico não contraindica a cirurgia se houver indicação formal.

E) Diuréticos e vasodilatadores aliviam sintomas, mas não alteram a história natural da doença, nem melhoram a sobrevida dos pacientes com estenose grave sintomática. Esses fármacos devem ser usados com cautela para evitar hipotensão e hipoperfusão.

Estratégias de prova: Atenção redobrada a termos como “melhor opção” e “melhora da sobrevida”. Pegadinhas comuns incluem alternativas focadas apenas em medidas paliativas ou enfatizando exageradamente o risco em idosos. Siga sempre as diretrizes e busque a indicação de intervenção quando o quadro é sintomático e estrutura cardíaca e funcionalidade permitem.

Resumo: A troca valvar aórtica, precedida de cateterismo, é a conduta recomendada. O tratamento clínico isolado é insuficiente e alternativas paliativas ficam para casos sem indicação cirúrgica.

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