Homem de 38 anos, previamente hígido, apresenta trombose ven...

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Q3833192 Medicina
Homem de 38 anos, previamente hígido, apresenta trombose venosa profunda proximal em membro inferior direito após longa viagem aérea. Não faz uso de hormônios ou anabolizantes. A investigação laboratorial, realizada no momento adequado e sem interferência da anticoagulação ou do evento agudo, mostrou Fator V Leiden heterozigoto positivo, com proteína C, proteína S e antitrombina normais.
Qual é a conduta mais adequada?
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: A TVP proximal ocorreu após fator transitório relevante (longa viagem aérea), e o Fator V Leiden heterozigoto isolado não indica anticoagulação indefinida; assim, a conduta é anticoagulação por tempo finito, em geral 3 a 6 meses, com orientação preventiva para futuras situações de risco.

Tema central: TVP provocada e Fator V Leiden heterozigoto
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque 2 meses é tempo insuficiente para tratar TVP proximal sintomática. No TEV provocado, o tratamento anticoagulante deve ter duração mínima habitual de 3 meses; encurtar para 2 meses expõe a tratamento incompleto do evento.
B
Errada
Está errada por dois motivos. Primeiro, anticoagulação indefinida não é indicada automaticamente após primeiro episódio de TVP provocada quando a trombofilia é apenas Fator V Leiden heterozigoto isolado. Segundo, rastreamento genético familiar obrigatório não decorre desse achado e não é o desfecho clínico exigido pelo caso.
C
Certa
A alternativa C corresponde ao manejo de uma TVP proximal sintomática provocada por fator transitório em paciente com trombofilia hereditária de baixo risco. O Fator V Leiden heterozigoto isolado aumenta a predisposição trombótica, mas não impõe anticoagulação vitalícia após um primeiro evento provocado. Em TEV proximal provocado, a anticoagulação terapêutica deve ser feita por tempo finito, classicamente por pelo menos 3 meses, e a formulação de prova aceita 3 a 6 meses. A orientação preventiva para futuras situações trombogênicas também é coerente com esse perfil.
D
Errada
Está errada porque antiagregantes plaquetários não substituem anticoagulação no tratamento da TVP. A trombose venosa profunda é tratada com anticoagulação terapêutica; usar apenas antiagregante confunde manejo de doença arterial com tromboembolismo venoso.
E
Errada
Está errada porque uma TVP proximal confirmada exige anticoagulação formal. Medidas comportamentais isoladas, como hidratação e orientações gerais, podem ter papel preventivo futuro, mas não tratam o evento trombótico já estabelecido; omitir anticoagulação nesse cenário é conduta inadequada e potencialmente perigosa.
Pegadinha da questão
A banca explora a tendência de superestimar qualquer trombofilia hereditária como indicação automática de anticoagulação indefinida. Aqui, o peso maior está no fato de o evento ser provocado por fator transitório relevante, e não no achado isolado de Fator V Leiden heterozigoto.
Dica para questões semelhantes
  • Defina primeiro se o TEV foi provocado ou não provocado; esse é o critério principal para duração da anticoagulação.
  • Não trate Fator V Leiden heterozigoto isolado como trombofilia de alto risco que, por si só, exige tratamento indefinido.
  • Em TVP proximal sintomática provocada, pense em anticoagulação por tempo finito: classicamente pelo menos 3 meses; em provas, pode aparecer como 3 a 6 meses.
  • Separe tratamento do evento agudo de prevenção futura: orientação para situações de risco complementa, mas não substitui, a anticoagulação.

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