Mulher de 70 anos, diabética tipo 2, com infarto prévio há 2...

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Q3833189 Medicina
Mulher de 70 anos, diabética tipo 2, com infarto prévio há 2 anos, usa metformina 1000 mg/dia. Está assintomática, com HbA1c de 7,5%, TFG de 68 mL/min/1,73 m², LDL de 72 mg/dL, pressão bem controlada e IMC de 29 kg/m². Segundo as Diretrizes da SBD 2025, qual é a melhor estratégia para otimizar o controle metabólico e reduzir o risco cardiovascular? 
Alternativas

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: O infarto prévio caracteriza doença aterosclerótica cardiovascular estabelecida, e nas Diretrizes SBD 2025 isso prioriza o uso de fármaco com benefício cardiovascular comprovado, independentemente de a HbA1c estar apenas discretamente acima da meta; entre as alternativas, essa exigência é atendida pelo agonista do receptor de GLP-1 com benefício cardiovascular comprovado.

Tema central: DM2 com ASCVD estabelecida
Análise das alternativas
A
Errada
Aumentar a metformina pode melhorar a HbA1c, mas o dado decisivo da questão não é apenas a HbA1c de 7,5%. O infarto prévio define ASCVD estabelecida, e a SBD 2025 prioriza acrescentar uma classe com benefício cardiovascular comprovado. Maximizar metformina isoladamente não oferece essa redução adicional de eventos cardiovasculares nesse cenário.
B
Errada
Sulfonilureia reduz glicemia, porém não tem benefício cardiovascular comprovado para redução de eventos ateroscleróticos no contexto descrito. Além disso, a base destaca maior risco de hipoglicemia e tendência a ganho de peso, o que a torna inferior quando a questão pede simultaneamente controle metabólico e redução de risco cardiovascular.
C
Errada
Insulina basal é opção eficaz para baixar glicemia, mas a paciente está assintomática, com HbA1c apenas moderadamente elevada e sem sinais de insulinopenia, hiperglicemia grave ou catabolismo. Nesse contexto, a insulinização não é a estratégia prioritária e também não agrega benefício cardiovascular comprovado; ainda pode trazer hipoglicemia e ganho ponderal.
D
Errada
Inibidor de DPP-4 pode ser usado para controle glicêmico, mas a base informa que essa classe é cardiovascularmente neutra. Portanto, falha no ponto central da questão, que é escolher uma estratégia que também reduza risco cardiovascular em paciente com IAM prévio.
E
Certa
A alternativa E é a correta porque atende ao objetivo duplo do enunciado: otimizar o controle metabólico e reduzir risco cardiovascular. Na paciente com DM2 e infarto prévio, a diretriz citada na base desloca a decisão terapêutica de uma simples intensificação glicêmica para a escolha de uma classe com redução comprovada de eventos cardiovasculares. Os agonistas do receptor de GLP-1 com benefício cardiovascular comprovado preenchem esse critério, além de favorecerem redução de peso, o que é coerente com o IMC de 29 kg/m². A TFG de 68 mL/min/1,73 m² não traz limitação relevante para essa estratégia segundo a base.
Pegadinha da questão
A banca testa se o candidato percebe que o alvo não é só baixar HbA1c. O achado que realmente muda a conduta é o infarto prévio, porque ele exige priorizar classe com benefício cardiovascular comprovado, e não apenas uma medicação que reduza glicose.
Dica para questões semelhantes
  • Em DM2, identifique primeiro se há ASCVD estabelecida; isso pode mudar a escolha do antidiabético mesmo com HbA1c pouco acima da meta.
  • Se o enunciado pede também redução de risco cardiovascular, elimine classes que apenas baixam glicemia sem benefício cardiovascular comprovado.
  • DPP-4 costuma ser opção glicêmica com neutralidade cardiovascular; não resolve questões cujo foco é proteção cardiovascular.
  • Insulina e sulfonilureia podem reduzir HbA1c, mas em paciente estável e sem descompensação não superam uma classe cardioprotetora quando esse é o objetivo explícito.

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